Dakar 2008

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Dakar 2008

Quinta, 3 de janeiro de 2008, 14h53 Atualizada às 08h59

França pede que Dakar não passe por Mauritânia

A França alertou os organizadores do Rally Dakar contra a realização de etapas na Mauritânia, após quatro turistas franceses terem sido mortos no mês passado no país africano, disse o porta-voz do governo francês, Laurent Wauquiez, nesta quinta-feira.

Três homens, que as autoridades suspeitam ser membros da Al Qaeda, mataram a tiros quatro turistas franceses e feriram um quinto enquanto eles faziam um piquenique à margem de uma estrada no sul do país, próximo à fronteira com o Senegal, na véspera do Natal.

Homens armados mataram três soldados três dias depois em uma região afastada e pouco povoada ao norte do país, na fronteira com Argélia e Marrocos, no deserto do Saara.

A França desde então emitiu um alerta a seus cidadãos para não viajaram à Mauritânia porque "o risco de terrorismo" não pode ser descartado.

O Rally Dakar começa em Portugal no sábado, e deve passar pela Mauritânia em 11 de janeiro.

"Os organizadores foram informados dos riscos durante uma reunião no Ministério de Relações Exteriores e Européias", disse o porta-voz.

"O ministério aconselha firmemente toda a população francesa a não viajar à Mauritânia até notificação futura. Isso vale para todos os franceses, assim como para a organização do Rally Dakar", acrescentou.

Os ataques separados do mês passado abalaram o país do oeste africano, que se prepara para receber etapas da competição, que todo ano aumenta significativamente o incipiente turismo na região.

Uma promessa de 3 mil agentes de segurança foi considerada suficiente pelo chefe de segurança do Rally, que deu luz verde à realização das etapas na Mauritânia.

Etapas programados para acontecer ano passado no Mali foram canceladas após os serviços de segurança da França terem reportado ameaça de rebeldes argelinos.

Resposta:

Os organizadores do Rally Dakar afirmaram que estudarão a advertência do Governo francês de não ir à Mauritânia antes de tomar uma decisão sobre a manutenção da prova, que começará no sábado, em Lisboa.

Em um breve comunicado, os organizadores afirmaram que "tomam nota" da declaração do porta-voz do Governo francês, Laurent Wauquiez, que desaconselhou os cidadãos franceses de ir à Mauritânia, incluindo os participantes e organizadores.

Reuters

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