Dakar 2008

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Dakar 2008

Sexta, 4 de janeiro de 2008, 12h50 Atualizada às 16h23

Rally Dakar soma 47 mortos em 29 edições

Desde sua criação em 1979, o Rally Dakar foi alvo de ameaças terroristas e dos 47 mortos registrados pela agência AFP em 29 edições, dois deles foram vítimas diretas de conflitos africanos.

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cancelamento do Rally Dakar

Em 1991, Charles Cabannes, piloto francês de um caminhão de assistência da Citroen, foi morto por um disparo na nona etapa entre Tilia e Gao, no Mali. Sua morte parece diretamente relacionada com o conflito entre o exército malinense e os tuaregues. Os autores do crime não foram identificados. As duas etapas seguintes até Néma foram suspensas.

Em 1996, entre Foum El Hassan e Smara (Marrocos), Laurent Guéguen morreu vitimado pela explosão de uma mina colocada pelo exército marroquino que destrói seu caminhão Mercedes quando atravessava uma zona disputada pelo Marrocos e a Frente Polisário.

Mesmo com os incidentes, as corridas foram levadas até o fim. Apenas em 2008 - entre Lisboa e Dakar - a organização preferiu suspender a prova, por causa das "ameaças diretas lançadas contra a corrida por movimentos terroristas".

Outras edições também chegaram perto de serem canceladas. A corrida de 1992, que uniu Paris ao Cabo, foi ameaçada por rebeldes chadianos. Os organizadores suspenderam a sétima etapa N'Guigmi-N'Djamena.

Em 1997, depois de um confronto entre tribos tuaregues que provocou duas mortes, os organizadores modificam o percurso no Níger. A sexta etapa, inicialmente prevista entre Gao e Tahoua, acabou em Menaka e a competição chegou a Agadez sem incidentes.

Já em 2000, a edição entre Dacar e o Cairo também foi ameaçada por um atentado terrorista. Os organizadores suspenderam quatro etapas e a corrida em Niamey durante cinco dias para acionar uma ponte aérea entre o Níger e a Líbia.

Quatro anos depois, duas etapas foram suspensas em Mali. Os veículos percorrem Bobo-Dioulasso (Burkina Faso) em trem e os pilotos são levados em ponte aérea.

No ano passado, ameaças do Grupo Salafista para a Predicação e o Combate (GSPC) argelino, o braço armado da Al-Qaeda no Magreb, obrigou os organizadores a anular duas etapas em Mali, entre Néma e Tombuctu.

AFP

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