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28 de abril de 2012 • 10h45 • atualizado às 11h07

Castroneves rebate projetista e vê zebras como ponto "crítico"

Hélio Castroneves fez críticas a trechos específicos do traçado
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
 
Emanuel Colombari
Henrique Moretti
Direto de São Paulo

Helio Castroneves não precisou de muitas voltas para detectar um problema no circuito de Anhembi, que recebe a etapa de São Paulo da Fórmula Indy no próximo domingo. Melhor brasileiro no primeiro treino livre do evento, ocorrido na manhã deste sábado, o piloto da Penske criticou a "zebra alta" da curva 1 do autódromo, o que segundo ele pode ser "muito crítico" na largada da prova.

"A primeira curva tem uma zebra alta, mas não foi por causa da prefeitura, pelo contrário", disse Castroneves no pit lane do circuito, logo depois de concluir no sexto lugar a primeira sessão do dia. "O Tony Cotman diz que é a mesma altura do ano passado, o que obviamente não é. Mas não há muito o que a gente possa fazer nesse sentido".

A reclamação de Castroneves é com Cotman, engenheiro responsável pela pista paulistana. Nesta sexta-feira, ele concedeu entrevista coletiva e afirmou que nenhuma crítica sobre o assunto chegou à organização do evento ou da Indy.

"É um ponto muito crítico pelo fato de ser largada e relargada", continuou o brasileiro. "Não entendo por que o cara diz que ninguém falou para ele no ano passado. Enfim, pode ser muito crítico na largada, a gente tem que tomar cuidado principalmente porque nos dois anos a gente teve contato na primeira curva. Então é ter cuidado".

Em 2011, Castroneves participou de uma reunião com membros da prefeitura apresentando uma nova opção de zebras, um modelo feito com placas de fibra - flexíveis - usado em pistas dos Estados Unidos. Na saída da Reta do Sambódromo, as zebras da pista de rua paulistana são bastante altas, sendo feitas de concreto.

Em contato com a reportagem do Terra durante a semana, a organização do evento informou que alterar o material e o tamanho das zebras no chamado S do Samba seria fácil, mas que isso não foi feito por determinação de Cotman - este queria preservar o traçado da pista, impedindo que os pilotos "cortassem caminho", ganhando muito tempo invadindo as zebras.

A SP Obras, responsável pelos ajustes no circuito, também confirmou que a Indy não exigiu uma modificação nesse sentido, solicitando, por outro lado, uma reforma que foi feita no trecho de ligação entre o piso de concreto do sambódromo e o do asfalto da rua do circuito.

Dono do 12º lugar no primeiro treino livre no Anhembi, Rubens Barrichello elogiou as condições da pista, mas reiterou as ondulações existentes no local.

"As ondulações principais são nas retas", disse o piloto da KV Racing. "Na reta da marginal (Tietê) não tem muito problema, na reta dos boxes tem umas ondulações principalmente na freada, isso faz com que você tenha que mexer no acerto para o carro não bater no chão. O traçado é bom. Foi uma sensação ótima andar na marginal (Tietê) a todo vapor. Nossa simulação falava em 300 km/h, mas com certeza é mais: vamos chegar a uns 300 e alguma coisa", analisou.

Terra