Fórmula Indy

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28 de abril de 2011 • 10h00 • atualizado às 10h22

Com apoio da PDVSA, venezuelano elogia Chavez e fala em vitória

Patrocinado pela PDVSA, a empresta estatal de exploração de petróleo da Venezuela, o piloto Ernesto Viso fala em vencer a etapa de São Paulo da Fórmula Indy, marcada para o próximo domingo, e elogia Hugo Chavez, presidente de seu país, pelo investimento no esporte.

"O esporte na Venezuela cresceu muitíssimo. Sinceramente, acho que ele está fazendo um bom trabalho com o esporte. Nos últimos anos, o desempenho nas modalidades olímpicas foi o melhor da história. No automobilismo, temos pilotos na Fórmula 1, na Fórmula Indy, em todas as categorias", declarou o competidor, companheiro do brasileiro Tony Kanaan na KV.

Viso já encontrou Chavez pessoalmente em alguns eventos promovidos pela PDVSA. O apoio da estatal petrolífera foi decisivo para a entrada do venezuelano Pastor Maldonado, amigo pessoal do presidente, na Fórmula 1. Em 2011, ele substituiu o alemão Nico Hulkenberg como companheiro do brasileiro Rubens Barrichello na Williams.

A estratégia de investir no esporte não é uma novidade entre os líderes populares na América Latina. Após tomar o poder em Cuba com a Revolução de 1959, Fidel Castro, uma espécie de guru para Hugo Chavez, transformou a ilha caribenha em uma das maiores potências olímpicas do mundo.

Impulsionado pelo apoio da PDVSA, Viso quer subir no lugar mais alto no pódio neste domingo. "Temos confiança em conseguir um bom resultado. Espero que possamos ganhar a corrida. Estamos em condições de fazer isso e vamos lutar para alcançar esse resultado", declarou o piloto.

Em 2010, Ernesto Viso participou da primeira edição da etapa paulistana da Fórmula Indy no circuito de rua armado na região do Sambódromo do Anhembi. Após sofrer com as ondulações e com a falta de aderência na passarela do samba, ele prevê uma corrida "melhor" no próximo domingo."Em cada circuito de rua, tem alguma coisa que não será perfeita. Você precisa adaptar as ruas a um circuito e é isso que faz a pista ter um certo tipo de magia. Eu sempre penso que, enquanto as coisas sejam iguais para todos os pilotos, está tudo bem", explicou Viso.

Competir no Brasil é especial para o venezuelano de 26 anos. Em 2006, ele participou da sessão de treinos livres de sexta-feira do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 pela equipe MF1 Toyota. De volta ao País, Viso ganha motivação para a prova do próximo domingo.

"Gosto muito do Brasil, porque aqui tive minha primeira e última participação na Fórmula 1. O evento que São Paulo fez no ano passado foi muito bom, tinha muita energia positiva dos torcedores. Estou muito contente por retornar", encerrou o venezuelano.

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