2 eventos ao vivo

Pensando em 2012, Kanaan projeta reconstrução em time menor

26 nov 2010
18h33
Emanuel Colombari
Direto de Cotia (SP)

Tony Kanaan é um desempregado desde 29 de outubro, quando anunciou sua saída da equipe Andretti. Campeão da temporada 2004 da Fórmula Indy, o baiano ficou sem vaga após perder seu patrocínio com a rede 7-Eleven, o que ainda deve ser um ponto solucionado antes que ele consiga um novo time para correr no automobilismo americano.

De volta ao Brasil para disputar as 500 Milhas da Granja Viana, na última edição da prova antes da realização em Santa Catarina, Kanaan assegura que dificilmente ficará fora da Fórmula Indy. Mesmo assim, reconhece que correrá por uma equipe menor na próxima temporada.

Relutante, Tony cedeu e entregou duas das três equipes com as quais negocia: Newman-Haas-Lanigan e De Ferran/Luczo/Dragon, comandada por Gil de Ferran. Apesar de ter menos chances de vencer que tinha na Andretti (segundo ele, uma porta fechada), o brasileiro afirma que seu projeto é fortalecer a equipe para, em 2012, voltar a brigar por vitórias e títulos. Por isso, sua decisão sai até o fim de janeiro.

Confira os principais pontos da entrevistas de Tony Kanaan:

Certeza de Fórmula Indy
"A gente está negociando. Tenho algumas opções agora, que realmente eu não posso falar. Mas uma coisa posso te garantir: vou estar correndo de Fórmula Indy no ano que vem. Só estou realmente tomando um pouquinho meu tempo para escolher qual vai ser a melhor opção para mim."

Conversas com equipes
"Já tenho três propostas que não eu posso abrir muito, porque realmente são coisas que ainda estão em negociação. Mas são três opções boas, e que com certeza uma delas a gente vai conseguir concretizar."

Andretti: portas fechadas
"A Andretti fechou a porta quando a gente decidiu que não ia ficar junto. Foram oito anos de uma parceria maravilhosa, e eu tenho muito que agradecer a eles, por tudo que eu ganhei lá. Mas passou, virou a página. Desejo a eles o melhor, e que a gente se encontre na pista."

O que espera da próxima equipe?
"Uma equipe que me dê a motivação e a competitividade, para que a gente construa alguma coisa para 2012. Vamos ser realistas: vai ser muito difícil ganhar da Penske e da (Chip) Ganassi ano que vem de novo com os mesmos carros. Eu saí de uma equipe que era a terceira melhor da categoria, então agora eu quero ir para uma equipe em que eu possa construir, como eu fiz na Andretti nos outros anos."

Pode ficar fora da Indy em 2011?
"Eu ainda não cheguei a pensar nisso, mas a única possibilidade de eu não correr de Fórmula Indy é se essas três possibilidades que eu tenho falarem que realmente não querem mais, e aí eu ficar sem possibilidade. Vou esgotar todas as chances que eu tenho lá antes de pensar em qualquer outra coisa."

Chances realistas em equipes menores
"Vai ser uma equipe pequena. Algumas equipes, vocês já sabem: tem a Newman-Haas, tem a equipe do Gil (de Ferran)... A equipe do Gil (De Ferran/Luczo/Dragon) é uma coisa que me interessa muito por o Rapha (Raphael Matos) estar lá. Posso ter um companheiro de equipe brasileiro, e o Gil também. São coisas que me interessam bastante, e que a gente pode construir uma equipe legal, para que possa, quando mudar o carro e os motores (em 2012), começar a brigar pelo campeonato de novo."

Opções fora da F-Indy
"Todo mundo sabe, não é segredo para ninguém, que o Kyle Busch me chamou para correr na equipe de picape deles na Nascar. A gente está conversando também. As possibilidades estão todas abertas. Mas eu espero que, dentro dessa minha decisão - coloquei até um tempo para decidir, tenho uns dois meses para ver o que eu vou fazer da vida -, eu ainda quero continuar correndo de Fórmula Indy. Acho que minha carreira é lá, ganhei o Campeonato Mundial lá, mas ainda estou analisando as outras opções também."

Sem patrocinador, brasileiro perdeu vaga na Andretti, mas admite preferência por ficar na F-Indy
Sem patrocinador, brasileiro perdeu vaga na Andretti, mas admite preferência por ficar na F-Indy
Foto: AFP
Fonte: Terra
publicidade