Impacto no capacete de Massa pode ter sido de 152 kg

25 de julho de 2009 • 17h47 • atualizado às 20h54
Massa após o acidente deste domingo na Hungria Foto: EFE
Massa após o acidente deste domingo na Hungria
25 de julho de 2009
Foto: EFE

Fernando Souza




A mola que atingiu o capacete de Felipe Massa e originou o grave acidente do piloto brasileiro nos treinos classificatórios do GP da Hungria pode ter gerado um impacto de 152 kg.

O cálculo teve a ajuda do físico e professor da ESPM, Julio César Bastos de Figueiredo, 42 anos. Para realizar a conta, o professor supôs o seguinte cenário: a mola que teria sido "cuspida" na pista pelo carro de Rubens Barrichello tem 12 cm de diâmetro e 500 g de peso; e que Felipe Massa estava a 280 km/h (velocidade média que os pilotos realizam a curva quatro de Hungaroring).

"Nesse cenário, o impacto no capacete de Felipe Massa seria equivalente ao que receberia um homem que estivesse deitado no chão e a mesma mola fosse jogada do alto de um prédio de 300 metros, como o Empire State, de Nova York", explicou o físico.

Apesar da gravidade do acidente, pode se dizer que o impacto em Felipe Massa foi um tanto "leve". "Os capacetes dos pilotos de Fórmula 1 são projetados para receber impactos de até 600 kg", explica o físico.

"O corte gerado no rosto de Felipe provavelmente aconteceu pelo aprofundamento do capacete gerado pelo choque. Mas o capacete resiste sim e resiste bem", disse.

Longa desaceleração pode ter evitado o pior

Outra cena impressionante do acidente de Massa foi o choque contra o muro de pneus. Desacordado, o piloto acelerou e freou ao mesmo tempo antes de entrar na área de escape, na qual a Ferrari perdeu um pouco de sua aceleração antes de parar por completo. Graças a esse espaço e tempo maior para a parada completa do carro - além da proteção do cockpit - Felipe Massa não sofreu danos maiores.

"Força da gravidade na batida foi de 5G (cinco vezes a força da gravidade). Seria o mesmo que levantar o carro a cinco metros de altura e soltá-lo no chão com o bico para baixo. A espinha humana aguenta no máximo 7G, mas isso sem apoio algum, o que não acontece nos carros de Fórmula 1. A desaceleração que ocorreu neste caso fez com que o impacto nos pneus não fosse tão forte assim. Se fosse direto no muro, sem proteção ou desaceleração, A força G seria bem maior", explica o físico.

Grave, mas estável

Depois da batida, o brasileiro ficou no cockpit sem se mexer por alguns minutos antes que duas ambulâncias aparecessem para ajudá-lo. Com o auxílio dos médicos de plantão, Massa foi retirado do carro e levado de ambulância para o centro médico do autódromo. Mais tarde, o brasileiro foi removido de helicóptero para o Hospital Militar de Budapeste.

Barrichello, piloto da Brawn GP, conseguiu entrar no ambulatório antes de Massa ser levado do circuito. Rubinho disse que Massa estava acordado, muito eufórico e precisou tomar um calmante. Barrichello relatou ainda que o amigo tinha um corte no rosto.

No hospital, Felipe Massa passou por uma cirurgia para a retirada de fragmento ósseos do rosto. O brasileiro sofreu também um corte de oito centímetros perto do olho esquerdo, uma concussão e teve constatadas fraturas no lado esquerdo da testa e na base do cranio.

Especial para Terra
 
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