Barrichello visitou o amigo Massa no hospital em Budapeste, na Hungria |
Otávio Leite
O comentário do pai de Felipe Massa, popularmente conhecido como Titônio, foi em tom de brincadeira, mas ilustrou bem o drama vivido por seu filho ao ser atingido no capacete pela mola que se soltou da Brawn GP de Rubens Barrichello durante o treino classificatório do GP da Hungria.
Titônio comparou o impacto da peça - cerca de 150 kg - a um soco desferido pelo ex-peso-pesado Adílson Maguila Rodrigues. Mas o ex-pugilista e hoje cantor de pagode garante que sua pegada era bem mais forte do que isso.
"No auge da minha carreira, meu soco chegava a 280 kg. Era o segundo mais potente do mundo. Só o Foreman batia mais forte do que eu", afirmou. "Não tinha nem para o Holyfield. Ele tinha sequência, mas eu tinha pegada", gaba-se.
Maguila conta que assistiu, horrorizado, pela TV, ao acidente de Felipe Massa. "Sorte que bateu nos pneus. Se fosse que nem o Senna, no muro, aí, já era".
Sem medir as palavras, Maguila não livrou a cara de Rubens Barrichello, que teve envolvimento de forma involuntária no acidente. "Esse Rubinho só atrapalha. Não ganha nada e ainda cria problema. Quase matou o Massa. É f...".
O ex-campeão sul-americano de boxe gostou de ser lembrado pelo pai do piloto da Ferrari, mas disse que não é hora de brincadeiras com o estado de Felipe Massa.
"Que Deus o abençoe e a toda a sua família. São todos gente muito boa. Ele tem de ficar bom logo para brilhar nas pistas", despediu-se Maguila, dando uma canja do seu novo repertório.
Nada de socos ou esquivas. O CD está quase pronto para sair e ele agora só quer saber de cantar sambas de nomes como Zeca Pagodinho e Bezerra da Silva. Assim, seguiu cantarolando um refrão bastante conhecido: "Malandro é malandro, mané é mané...".
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