Jornalistas cobrem a evolução do quadro clínico de Felipe Massa em hospital húngaro |
Leandro Demori
Direto de Budapeste
Os jornalistas que cobrem a evolução do quadro clínico de Felipe Massa em Budapeste, na Hungria, tiveram que improvisar para conseguir trabalhar. Sem estrutura de comunicação ou sala disponibilizada pelo Hospital Militar, os cerca de 20 profissionais da imprensa que cuidam do caso se "instalaram" no muro baixo que circunda um dos canteiros frontais do local onde o piloto está internado.
O muro tem cerca de 40 cm de altura, 20 cm de largura e 25 m de comprimentos, e dele partem a maioria das notícias sobre o quadro clínico do piloto. Jornalistas trabalham com computadores no colo. Pela manhã, a estrutura de quatro andares do hospital faz sombra na área, fundamental para suportar o calor do verão europeu. Na parte da tarde, com sol forte, são poucos os profissionais que conseguem trabalhar na "sala de imprensa" ao ar livre - acabam procurando os poucos metros de sombra disponíveis nos arredores.
Nos primeiros dias, o movimento de profissionais era grande, com agências internacionais se misturando a jornalistas locais e brasileiros. Com a melhora do piloto, a maioria dos remanescentes é da imprensa do Brasil. O clima da cobertura é calmo devido às poucas notícias divulgadas pela equipe médica que cuida do caso.
Movimento de fãs diminui
O movimento de fãs em frente ao hospital diminui. Na última quarta-feira, apenas uma húngara com camiseta da Ferrari e bandeira do Brasil apareceu, na expectativa de ter notícias sobre o piloto. No dia anterior, alguns torcedores da escuderia italiana e admiradores do brasileiro também apareceram.
Uma delas, Maria Miskó, trazia em mãos uma foto feita com Massa no ano passado, depois do GP da Hungria, em frente ao hotel em que o piloto estava hospedado. "Espero que ele se recupere logo. Ele já está bem, não é mesmo?", perguntou aos jornalistas. Quando soube que Felipe já dera os primeiros passos no quarto do hospital, foi para casa mais aliviada.
Especial para Terra