Após insinuar caso de Nelsinho com homem, Briatore ataca Piquet

11 de setembro de 2009 • 14h27 • atualizado às 16h03
Briatore ataca Nelsinho e tricampeão Piquet Foto: Getty Images
Briatore ataca Nelsinho e tricampeão Piquet
11 de setembro de 2009
Foto: Getty Images

Em meio à polêmica por conta da possível "marmelada" no GP de Cingapura de 2008, o diretor esportivo da Renault, Flávio Briatore, atacou tanto o seu ex-empresariado Nelsinho Piquet como o pai Nelson.

Depois de insinuar que Nelsinho teve um caso com um homem mais velho, o dirigente de Formula 1 lembrou da antiga rixa do tricampeão com Ayrton Senna e com o inglês Nigel Mansell.

"Para a Renault, é muito duro ter a imagem manchada pelos Piquet. O pai todos já conhecem, degradou a imagem de todo mundo. Do Senna, da mulher do Mansell e de tantos outros na Fórmula 1", afirmou em entrevista á Rádio Jovem Pan.

Durante a sua carreira, Piquet fez insinuações de que Senna não gostava de mulher e disse que Mansell era bravo porque tinha uma mulher feia em casa.

A polêmica

Tudo começou no GP de Cingapura de 2008, quando Nelsinho sofreu um acidente que beneficiou diretamente o espanhol Fernando Alonso, que venceu a corrida. O clima de "marmelada" teria ficado no ar, mas só passou a ser encarado como provável perto da demissão do brasileiro na Renault, no dia 3 de agosto de 2009.

A FIA recebeu informações e começou a investigação sobre o caso no dia 26 de julho. Dois dias depois, Briatore teria enviado a carta a Piquet insinuando que o ex-piloto seria o responsável pela denúncia. No dia 30 de julho, Nelsinho enviou um depoimento à entidade admitindo culpa e fornecendo detalhes comprometedores à equipe.

Na carta divulgada na quinta-feira pelo site F1SA, Nelsinho diz que Briatore e o engenheiro Pat Symonds lhe sugeriram uma estratégia em que bateria no muro para beneficiar Alonso, o que posteriormente ocorreu. O brasileiro afirma que aceitou a proposta por se sentir pressionado na equipe e por temer que seu contrato não fosse renovado para 2009.

Posteriormente confirmado para a atual temporada, Nelsinho continuou com resultados abaixo do esperado e com constantes boatos de que seria substituído. A demissão finalmente ocorreu no dia 3 de agosto, poucos dias depois de a polêmica do GP de Cingapura ser reativada.

Nesta sexta, diante da divulgação da carta de Nelsinho, a Renault foi à justiça francesa e fez uma denúncia à família Piquet por "chantagem com agravante". Segundo a escuderia, a história foi usada para forçar a manutenção do piloto no cockpit da equipe.

Ainda nesta sexta, o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, garantiu a Nelsinho imunidade em caso de cooperação total do piloto na investigação.

Redação Terra
 
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