FIA divulga telemetria e confirma "marmelada" de Nelsinho e Renault

11 de setembro de 2009 • 19h29 • atualizado às 22h44
Nelsinho Piquet em Cingapura no ano de 2008 Foto: AFP
Nelsinho Piquet em Cingapura no ano de 2008
10 de setembro de 2009
Foto: AFP

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou nesta sexta-feira um relatório que apresenta imagens da telemetria do carro de Nelsinho Piquet no momento da batida durante o GP de Cingapura de 2008. Pelos dados pode-se confirmar que o acidente do brasileiro foi provocado de maneira intencional.

Os gráficos de aceleração (em vermelho, na imagem) apontam que o filho do tricampeão mundial Nelson Piquet acelerou mais do que o comum naquela curva provocando o acidente de maneira proposital. A análise do departamento técnico da FIA leva a crer que as denúncias do ex-piloto da Renault são, de fato, verídicas.

O documento da entidade máxima do automobilismo mundial traz também declarações de Nelsinho Piquet sobre como foi discutido o assunto entre a alta cúpula da equipe francesa. Segundo o brasileiro, tanto Flavio Briatore, chefe da equipe, quanto Pat Symonds, diretor técnico do time, pediram para que ele batesse o carro deliberadamente para beneficiar Fernando Alonso na corrida.

Nelsinho afirma ainda que Symonds perguntou, na presença de Briatore, se ele sacrificaria a sua corrida em nome da equipe ao causar um safety car, inclusive apontando o local da pista onde deveria acontecer a batida.

O dossiê da FIA diz ainda que o piloto brasileiro estava em um momento "muito frágil" e de "intenso stress", pois Briatore ainda não havia renovado seu contrato para 2009, e que o acidente poderia melhorar sua situação interna na equipe.

Durante o GP da Bélgica, entre os dias 28 e 30 de agosto, a comissão encarregada de apurar o acidente, entrevistou membros da equipe Renault. Fernando Alonso disse que a reação de Nelsinho no momento do acidente foi normal.

Segundo o relatório, Symonds se mostrou extremamente desconfortável quando assuntos críticos eram colocados em questão. Como quando perguntado se sabia que o brasileiro bateria na 14ª volta da etapa de Cingapura, o diretor técnico simplesmente disse que "não gostaria de responder esta pergunta".

Os investigadores também interrogaram Briatore, que negou tudo e garantiu nunca ter havido manipulação.

O Conselho Mundial de Esporte a Motor da FIA se reune no dia 21 de setembro para julgar o caso na sede da entidade em Paris, na França.

Lancepress!
 
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