Caça-talentos, Briatore acumula títulos e polêmicas na F1

16 de setembro de 2009 • 09h30 • atualizado às 11h17
Com Schumacher, Briatore foi campeão em 1994 Foto: Getty Images
Com Schumacher, Briatore foi campeão em 1994
02 de março de 2009
Foto: Getty Images

Uma das figuras mais conhecidas da Fórmula 1 atual, Flavio Briatore deixa a equipe Renault em meio a última polêmica em que teve participação: o acidente proposital de Nelsinho Piquet no GP da Cingapura de 2008, que beneficiou o espanhol Fernando Alonso e só veio à tona após o brasileiro deixar a escuderia francesa. O mesmo destino, aliás, teve o diretor que, se "revelou" o heptacampeão Michael Schumacher ao mundo da velocidade, também se envolveu em episódios polêmicos na F1.

Nascido no dia 12 de abril de 1950, na Itália, Briatore entrou na F1 por acaso, em 1989, convidado por Luciano Benetton - que dava nome à primeira escuderia do dirigente italiano. E em seus primeiros anos na categoria, o cartola mostrou sua principal qualidade: revelar talentos. O maior deles se deu em 1991, quando ele precisou ver apenas duas voltas de Schumacher pela Jordan para levá-lo à Benetton.

Com Schumacher, Briatore conquistou dois títulos mundiais de F1 (1994 e 1995). Tudo seria um conto de fadas se, porém, um fato não marcasse a primeira conquista do alemão na categoria: meses após a morte do brasileiro Ayrton Senna, Schumacher e o britânico Damon Hill, da Williams, disputaram o título até a última prova, na Austrália, quando o piloto da Benetton, com um ponto a mais na tabela de classificação, jogou seu carro contra o rival e ambos deixaram a prova, definindo a disputa.

Antes disso, outro fato causou polêmica: em 1994, a F1 reativou o reabastecimento durante as provas e, para ganhar tempo, Briatore mandou tirar o filtro das máquinas de sua equipe, deixando a ação mais insegura. Tanto foi que no GP da Alemanha, em Hockenheim, o carro do holandês Jos Verstappen pegou fogo e a falcatrua foi descoberta.

Naquele ano, Briatore ainda foi acusado de instalar dispositivos proibidos pela FIA nos carros da Benetton, como controle de tração e de largada. Tantos casos polêmicos, aliás, deram azar: depois do segundo título de Schumacher, em 1995, o italiano colecionou fracassos até reativar a sua qualidade de olheiro: em 2003, já pela Renault, ele demitiu Jenson Button para contratar um jovem, no caso Fernando Alonso, e a estratégia deu certo.

Com o espanhol, Briatore celebrou os títulos de 2005 e 2006 pela Renault. O dirigente também passou a agenciar pilotos de F1 como o australiano Mark Webber, o finlandês Heikki Kovalainen, o italiano Jarno Trulli e, por fim, Nelsinho Piquet, justamente o pivô da polêmica que o tirou, até este momento, da F1.

Mulheres

Não é só na F1 que Briatore é notícia. Fora do automobilismo, o italiano é alvo dos paparazzi sempre que posa com belas garotas ao seu redor. E quanto também se relaciona com elas, como fez com a modelo alemã Heidi Klum. Os dois tiveram uma filha (Leni), mas o relacionamento acabou em 2005, durante a gestação da modelo.

Outra modelo que se envolveu com Briatore foi a britânica Naomi Campbell. O relacionamento durou dois anos e acabou em 2002, Atualmente, o italiano tem como companheira a italiana Elisabetta Gregoraci.

Redação Terra
 
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