Renault recebe pena condicional de 2 anos; Briatore é banido

21 de setembro de 2009 • 09h18 • atualizado às 14h25

A Renault recebeu uma pena condicional de dois anos na Fórmula 1 após ter admitido manipulação no GP de Cingapura em 2008, informou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) nesta segunda-feira, depois de audiência do Conselho Mundial. O ex-chefe de equipe da escuderia, Flavio Briatore, foi banido da categoria, enquanto Nelsinho Piquet teve a imunidade confirmada e não foi punido.

Como a pena foi aplicada em condicional, a Renault permanece na disputa do campeonato, mas será excluída se cometer qualquer infração grave nos próximos dois anos.

A equipe francesa disse que não vai contestar as acusações de que mandou Nelsinho bater de propósito em um muro na prova do ano passado para que seu companheiro Fernando Alonso pudesse vencer a prova.

Flavio Briatore, que já havia deixado a escuderia na última semana, foi proibido de manter qualquer vínculo com a Fórmula 1, incluindo agenciar a carreira de pilotos. Fernando Alonso, Mark Webber, Heikki Kovalainen e Romain Grosjean estão entre os "clientes" de Briatore.

Já o estrategista Pat Symonds, que também deixou a equipe, foi suspenso por cinco anos por colaborar com a armação.

A equipe, que já adiantara que não "contestaria" as acusações realizadas por Nelsinho Piquet, ratificou nesta segunda-feira que não tem mais ligação com os dois antigos dirigentes e que eles foram os arquitetos do plano que culminou na batida do brasileiro para favorecer Fernando Alonso.

Além disso, desculpou-se "sem reservas" perante a FIA, que garantiu que os franceses "cooperaram totalmente" com as investigações.

Com informações das agências Gazeta Press e Reuters.

Redação Terra
 
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