Schumacher tenta aprimorar parte física
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As condições dos "músculos do pescoço" do piloto alemão Michael Schumacher devem ser a única preocupação para o seu retorno à Fórmula 1, segundo declarou o ex-diretor do departamento de Fisiologia e Biomecânica do Instituto de Ciência do Esporte do Comitê Nacional Olímpico Italiano (Coni), Antonio Dal Monte. A informação é da Agência Ansa.
"O tempo (que o piloto está fora das pistas) e a sua idade, são a maior dúvida. Porque em relação à capacidade de pilotar (de Michael Schumacher, ndr.) ou sobre os seus tempos de reação, reflexo e velocidade de resposta, não existe nenhuma dúvida", afirmou Dal Monte.
O especialista teme que, devido à idade e ao tempo longe das pistas, Schumacher possa não suportar o impacto de "um peso de até 35 quilos" sobre os músculos de seu pescoço. "Outra questão, mas bem menor, é se o heptacampeão mundial consegue completar um Grande Premio inteiro".
"Creio que a única dúvida real é a resistência física para os picos máximos das acelerações transversais que obrigam os músculos do pescoço a suportar um peso de até 35 quilos. Por isso, diferente da aeronáutica, não existem simuladores de Fórmula 1 precisos, a única coisa é se sentar no carro e ver o que acontece", disse o fisiologista.
Schumacher esteve nesta sexta-feira nas pistas de Mugello, na região da Toscana, Itália, onde começou os primeiros testes com a Ferrari F2007, carro com o qual o finlandês Kimi Raikkonen venceu o Mundial há dois anos. O alemão deverá substituir provisoriamente o brasileiro Felipe Massa a partir do GP da Europa, que será disputado em 23 de agosto em Valência.
Sobre o acidente que tirou Massa das pistas no fim de semana passado, Dal Monte considerou que deveria haver uma chapa de vidro blindado nos carros da Fórmula 1, o que teria evitado não apenas este último incidente, mas também as mortes de Ayrton Senna (1994) e Henry Surtees (2009).
Tal peça poderia ser feita de materiais já usados na aeronáutica desde a Segunda Guerra Mundial para eliminar o perigo dos pilotos serem atingidos por objetos no sentido horizontal.
"Bastaria colocar na frente de todos os carros, como regra comum, uma chapa com 12 a 13 centímetros com forma curva, com a visão do piloto no centro para evitar qualquer distração ótica. Exigiria uma modificação mínima dos carros e uma leve redução da velocidade de 10 a 15 km", explicou Del Monte.
Massa está internado no Hospital Militar de Budapeste desde o último sábado, dia em que sofreu o acidente. Durante o treino classificatório do GP da Hungria, ele foi atingido por uma mola que se soltou do carro de Rubens Barrichello, da Brawn GP. Com o impacto, o brasileiro sofreu um traumatismo craniano e foi submetido a uma intervenção cirúrgica.
Segundo informou hoje o médico pessoal do piloto, Dino Altman, Massa deve deixar o hospital na próxima segunda-feira e retornará ao Brasil, onde permanecerá em repouso.








