24 de junho de 2009
Foto: AP
A Ferrari não poupou críticas ao ex-presidente da FIA, Max Mosley, apontado por ela como culpado pela Toyota ter seguido os passos de Honda, BMW e Bridgestone e deixado a categoria. Segundo a escuderia, a crise financeira que atingiu o planeta no fim do ano passado não é a verdadeira culpada pela desistência das equipes.
"Na realidade, as deserções são mais o resultado de uma guerra contra os fabricantes de carro por aqueles que dirigem o esporte, do que os efeitos da economia que afetou a Fórmula 1 nos últimos anos", opinou a Ferrari em comunicado lançado na quarta-feira.
A equipe chegou a comparar a situação da Fórmula 1 com o romance O Caso dos Dez Negrinhos, da escritora inglesa Agatha Christie, onde "o detetive descobre o culpado apenas depois que todos foram mortos". Em seguida, questionou: "Devemos esperar até que isso aconteça ou vamos escrever um capítulo final diferente na Fórmula 1?".
Além disso, a Ferrari insinuou que o ex-presidente da FIA (recentemente substituído por Jean Todt) preferia ter mais quantidade de equipes na categoria do que escuderias com tradição.
"Ao longo dos últimos 12 meses, Honda, BMW, Bridgestone e esta manhã (de quarta-feira) a Toyota, anunciaram aposentadoria. Em troca, se assim podemos dizer, Manor, Lotus (por ter sido a equipe de Colin Chapman, Jim Clark e Ayrton Senna, para citar alguns), USF1 e Campos Meta chegaram", lembrou a Ferrari.
"Pode-se dizer que foi uma troca de "um por outro", mas não é inteiramente verdade porque temos que ver quantas destas equipes que vão começar em 2010 conseguirão se manter até o GP de Bahrain (o último da temporada)", ponderou o comunicado.






