Para Montezemolo ,"verdadeiro" Schumacher encerrou a carreira em 2006 e não volta mais à F1
Foto: Fabrício Escandiuzzi/Especial para Terra
O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, afirmou que há "duas versões" do ex-piloto alemão Michael Schumacher, e que a verdadeira não voltará a correr na Fórmula 1. O executivo comentou o possível acordo entre o heptacampeão e a Mercedes GP. As informações são da Agência Ansa.
"Devo admitir que Michael Schumacher tem um perfeito irmão gêmeo: com a mesma idade, a mesma condição física aos 41 anos, a mesma paixão e determinação pela Fórmula 1", disse Montezemolo, em entrevista concedida ao jornal francês L'Equipe.
"Mas ele o irmão gêmeo decidiu guiar uma Mercedes. O verdadeiro 'Schumi' havia me dito que encerrou sua carreira na Fórmula 1", complementou o presidente da Ferrari, que confessou estar "desiludido".
Montezemolo garantiu, porém, que tal sentimento só existe na esfera profissional, já que, nas relações pessoais, ele e o heptacampeão mundial da F1 serão "sempre amigos".
"O Michael de verdade deixou de correr com nós e não terá o mesmo espírito com a Mercedes. A relação é de amizade, e se ele quiser deixar de ser nosso assessor não colocarei nenhum empecilho. Mas depois já não poderá voltar à marca", disse o líder da escuderia italiana, na qual o ex-piloto alemão vinha trabalhando como consultor.
Neste ano, Schumacher foi convidado pela Ferrari a substituir Felipe Massa nas últimas provas da temporada. O brasileiro sofreu um acidente no treino para o GP da Hungria, em julho.
O alemão, no entanto, não pôde assumir o posto devido a dores que sentiu no pescoço, fruto de um acidente de moto ocorrido no início do ano.
"Schumacher tinha muita vontade de substituir Massa. Na manhã em que me disse que não poderia fazê-lo, estava destruído. E agora temos muitos fãs bravos que deixam mensagens na internet para Michael. Chamam-no de traidor", contou Montezemolo.
Segundo o presidente da Ferrari, "quando Michael saiu das pistas, em 2006, fez isto porque estava cansado de competir".
"Estava farto das viagens, da imprensa, da pressão. Agora quer voltar. O que me disseram ontem (segunda-feira) é que há uma grande, muito grande, possibilidade de ele correr pela Mercedes, mas que ainda não está 100% decidido", disse.
Caso aceite correr pela nova escuderia, que no ano passado participou do Mundial da F-1 como Brawn GP, Schumacher terá como companheiro o também alemão Nico Rosberg, ex-Williams.



