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 Montezemolo pede mudanças para manter Ferrari na Fórmula 1
28 de dezembro de 2009 14h20 atualizado em 29 de dezembro de 2009 às 15h36

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Vencedora nas últimas três temporadas de GP do Brasil, Ferrari não terá Felipe Massa na corrida deste ano Foto: EFE

Ferrari ameaça não renovar Pacto de Concórdia e deixar a Fórmula 1 em 2012
Foto: EFE

A Ferrari é a única equipe a ter participado de todos os Mundiais de Fórmula 1, mas essa história pode sofrer uma interrupção nos próximos anos. Presidente da equipe, Luca di Montezemolo declarou que a categoria precisará de algumas mudanças caso queira contar com a escuderia de Maranello além de 2012.

A Ferrari tem o compromisso de permanecer na Fórmula 1 pelos próximos três anos por ter assinado o Pacto da Concórdia em 2009 - porém, o acordo que define os deveres e direitos de cada parte na categoria foi feito a duras penas e o time italiano chegou a fazer sérias ameaças de criar um campeonato paralelo, junto com outras montadoras.

"Quero melhorar a Fórmula 1 até 2012, quando assinaremos um novo Pacto da Concórdia. Caso contrário, teremos motivação em outro lugar", afirmou o dirigente em declarações publicadas pela Autosport. "Fui a Le Mans e fiquei impressionado. Não podemos aceitar disparates tão grandes entre pilotos, mídia e público. Antes, os pits eram cheios de meninas bonitas, e agora mais parece um campo de concentração", afirmou.

Apesar de ressaltar que acredita na capacidade de Jean Todt, presidente da FIA, e Bernie Ecclestone, presidente da FOM, Montezemolo também deu os seus palpites sobre o assunto.

"Primeiro, temos que decidir como queremos posicionar o produto. Eu acho que precisa englobar a tecnologia, desempenho e pesquisa. Em segundo lugar, temos de reduzir os custos sem perder os elementos atraentes", afirmou.

O presidente da Ferrari também mostrou-se especialmente irritado com o corte de custos que limitou a realização de testes na Fórmula 1 - durante a temporada é impossível treinar fora das etapas.

"É contra a natureza do esporte. Anos atrás, podíamos testar todos os dias, agora não. É preciso um equilíbrio", finalizou.

Gazeta Esportiva