Epsilon se candidatou por vaga na Fórmula 1 no ano passado, mas foi preterida por outras equipes, como a Hispania (foto)
Foto: Getty Images
O chefe da equipe espanhola Epsilon Euskadi, Joan Villadelprat, afirmou que a 13ª vaga no grid não é a única forma de entrar na Fórmula 1 e que os bascos vão continuar tentando o acesso à principal categoria do automobilismo. Na quarta-feira, em reunião do Conselho Mundial em Paris, a Federação Internacional do Automobilismo decidiu não conceder a licença para nenhuma das equipes candidatas.
"A licença era uma entrada direta, mas nós definitivamente consideramos outras possibilidades, que podem ser muito diferentes. Estamos conversando sobre opções, embora nada tenha ocorrido ainda. Estamos trabalhando nos pacotes financeiros e de desenvolvimento para estarmos prontos quando essas opções aparecerem", avisou o dirigente. "Epsilon vai continuar com sua indústria e seus projetos automotivos. Fórmula 1 é um deles, pois é uma grande expressão em termos de corrida de carro e tecnologia, fundamental para os pilares da companhia".
Apesar de continuar tentando entrar na Fórmula 1, Villadelprat respeita a decisão da FIA, argumentando que ela é a única que tem todas as informações. "Se ela decidiu que essa é a melhor opção, então deve ser. Pessoalmente, acho que é melhor deixar a vaga livre ao invés de dá-la a um time que, de acordo com os prazos e exigências, teria poucas possibilidades de estar pronto para 2011", explicou. "Sabíamos que seria difícil, pois, como eu sempre disse, ainda não temos o pacote financeiro garantido. Temos as idéias e a força de trabalho para a Fórmula 1 e vamos continuar trabalhando para chegar lá mais cedo ou mais tarde, mas sem o capital necessário seria inviável dar prosseguimento ao projeto que queremos".
Ano passado, a Epsilon também se candidatou a uma vaga na categoria, mas foi preterida por USF1, Hispania, Lotus e Virgin. De acordo com o dirigente, o projeto deste ano é melhor que o anterior, mas falta garantias financeiras.
"Ano passado tínhamos investidores que não conseguimos desta vez. O fato de não termos não significa que não poderíamos ter em um período curto de tempo", ponderou. "Em 2009, ainda não estávamos estabilizados na nossa nova sede e não tínhamos a quilometragem de agora. Este ano, avançamos no modelo e nas pessoas", completou.
- Gazeta Esportiva







