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Em julgamento na Alemanha, Ecclestone nega suborno

24 abr 2014
11h11
atualizado às 12h00
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O executivo-chefe da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, negou nesta quinta-feira, primeiro dia de um julgamento na Alemanha, que tenha pagado suborno, num caso que pode encerrar as décadas de domínio do britânico sobre a categoria.

Ecclestone chega ao julgamento na Alemanha
Ecclestone chega ao julgamento na Alemanha
Foto: Reuters

Os promotores acusam Ecclestone, de 83 anos, de ter subornado o executivo bancário alemão Gerhard Gribkowsky para facilitar a venda de parte da Fórmula 1 para a firma de investimentos CVC. Eles dizem que Ecclestone favoreceu a CVC porque em troca tinha a promessa de ser mantido como executivo-chefe da F1.

"Estou confiante, o sol está brilhando", disse Ecclestone, de terno escuro, aos jornalistas que o esperavam na chegada do tribunal, em Munique.

O ex-vendedor de carros usados, que ficou bilionário nas últimas quatro décadas ao transformar o automobilismo em uma máquina global de fazer dinheiro, luta para salvar seu emprego e sua reputação. Ele pode ser condenado a dez anos de prisão.

No início do julgamento, seus advogados emitiram uma breve nota dizendo que ele rejeita as acusações e irá lutar para limpar seu nome.

"O suposto suborno jamais aconteceu. As acusações da promotoria se baseiam em declarações do dr. Gribkowsky, que são erradas, induzem ao erro e não são conclusivas."

A promotoria, em uma peça de 24 páginas, disse ao tribunal lotado que Ecclestone direcionou 44 milhões de dólares para Gribkowsky, ex-executivo do banco BayernLB, para que ele o ajudasse a proteger sua posição como dirigente da Fórmula 1.

A CVC continua sendo o principal acionista do negócio, que gera um faturamento anual de 1,5 bilhão de dólares por ano. Donald Mackenzie, copresidente do conselho da CVC, disse que vai demitir Ecclestone se ele for condenado.

Apesar da sua idade, Ecclestone comparece a quase todas as corridas e continua sendo um personagem central para o sucesso comercial da F1. Ele sempre evitou falar em aposentadoria, e não tem um sucessor óbvio.

Em 2006, a CVC pagou US$ 830 milhões pelos 47% de participação que o BayernLB possuía na categoria. Gribrowsky já cumpre pena de 12 anos de prisão na Alemanha por evasão de divisas e corrupção em relação aos pagamentos feitos por Ecclestone.

Ecclestone disse ter pagado US$ 10 milhões a Gribowsky, mas alega que isso serviu para silenciá-lo após ameaças do executivo de fazer falsas acusações sobre seus assuntos tributários. Ecclestone nega que os pagamentos estivessem ligados ao acordo com a CVC.

O julgamento deve durar até setembro.

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