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Alonso rebate investigação e diz que vai entrar na Justiça

Caso começou quando Henry Falciani, um ex-funcionário da filial suíça do HSBC, vazou dados confidenciais às autoridades francesas, denunciando irregularidades e antiética da empresa

10 fev 2015
08h41
atualizado às 11h41
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Foto: Divulgação

O espanhol Fernando Alonso afirmou, em comunicado emitido na noite da última segunda-feira, que entrará na Justiça por conta da presença de seu nome em uma lista com possíveis infratores fiscais, oriunda de uma investigação feita por jornalistas de 45 países, chamada de "Swiss Leaks".

O caso começou quando Henry Falciani, um ex-funcionário da filial suíça do HSBC, vazou dados confidenciais às autoridades francesas, denunciando irregularidades e antiética da empresa. O banco britânico admitiu os erros e não ter agido do modo correto.

A investigação foi revelada no último domingo pelo Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo (ICIJ, na sigla em inglês). Além de Alonso, outros atores do mundo do automobilismo apareceram na lista de 61 perfis, como Flavio Briatore e o hexacampeão de MotoGP, o italiano Valentino Rossi.

Na nota, o espanhol bicampeão de F1 faz críticas ao tratamento de sua honra e imagem por parte de vários veículos de imprensa por supostos delitos fiscais. "Fernando Alonso Díaz ordenou aos advogados a imediata e urgente interposição de várias demandas por infração ao direito de honra diante a distintos meios de comunicação como consequência da publicação de informações em que se vincula a imagem a eventuais delitos fiscais e a posse de patrimônios não declarados às autoridades fiscais competentes".

<p>Piloto da McLaren, Fernando Alonso em a&ccedil;&atilde;o durante a pr&eacute;-temporada em Jerez, no sul da Espanha</p>
Piloto da McLaren, Fernando Alonso em ação durante a pré-temporada em Jerez, no sul da Espanha
Foto: Marcelo del Pozo / Reuters

Em entrevista ao diário espanhol Marca, um assessor afirmou que Alonso pagava todos os impostos enquanto morava na Suíça. O piloto da McLaren teve conta no HSBC entre 2002 e 2010, sendo que a investigação foca em informações de 2006 e 2007. Em 2011, o asturiano voltou a morar em seu país de origem e chegou dizendo que "não sou pobre agora, apenas menos rico".

"Fernando vivia ali (na Suíça) e pagava ali. Nunca teve nada na Espanha desde que foi viver na Inglaterra com uma mão na frente e outra atrás. O fisco nunca nos pediu nada", declarou o assessor. "Coloca-se sob suspeita um comportamento inatacável, que é o que Fernando teve durante todos esses anos", completou.

Briatore não ficou atrás e também emitiu comunicado na segunda. Nele, não há mais detalhes, mas avisa que o italiano cumpriu com todas as exigências do fisco suíço e da Itália. "As contas e as cifras mencionadas são de mais de dez anos, por isso o senhor Briatore não sabe confirmar ou negar os detalhes apontados pelo Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo", disse.

"O senhor Briatore pode confirmar que ele e algumas de suas propriedades eram administradas na Suíça e que tinha algumas contas bancárias ali de modo perfeitamente legal, respeitando todas as leis e regulamentos fiscais", explicou. "De qualquer forma, Briatore não mora na Itália faz mais de 25 anos e, portanto, não está sujeito às leis da Fazenta Italiana. As contas que tinha no HSBC foram notificadas há anos à autoridade judicial italiana, que nunca encontrou nenhuma irregularidade fiscal nelas", acrescentou no documento.

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