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Lotus dá liberdade a Kimi: "ninguém pode dizer o que ele deve fazer"

20 mar 2013
10h24
atualizado às 10h25
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Trabalhando com Kimi Raikkonen desde 2012, o chefe da Lotus, Éric Boullier, já se acostumou a uma coisa: ninguém pode dizer o que o piloto deve fazer. Em entrevista publicada pelo site da revista britânica Autosport, o dirigente francês destaca a liberdade dada pela equipe ao piloto.

Segundo Boullier, Raikkonen prosperou na atmosfera da Lotus desde que deixou o Campeonato Mundial de Rali (WRC) e retornou à Fórmula 1, no ano passado.

O dirigente nega ter planos de mudar o modo como lida com o piloto, dizendo que “não há ninguém na Terra que possa dizer a Kimi o que ele deve fazer, então não sou eu que vou começar”.

O finlandês, 33 anos, competiu duas temporadas no WRC e foi o terceiro colocado do Mundial de F1 em 2012. Ele conquistou o título mundial em 2007, pela Ferrari.

Em sua primeira vitória pela Lotus, em novembro passado, ele mostrou impaciência enquanto ocupava a liderança do Grande Prêmio de Abu Dhabi, dizendo à equipe: "deixe-me em paz, eu sei o que estou fazendo". Pouco antes disso, o engenheiro Simon Rennie havia alertado o piloto, via rádio, sobre o ritmo do segundo colocado da prova, o espanhol Fernando Alonso, da Ferrari.

<p>Chefe da Lotus, Éric Boullier (à esq.) festeja vitória de Kimi Raikkonen no pódio do Grande Prêmio de Abu Dhabi, em novembro de 2012</p>
Chefe da Lotus, Éric Boullier (à esq.) festeja vitória de Kimi Raikkonen no pódio do Grande Prêmio de Abu Dhabi, em novembro de 2012
Foto: Getty Images

No último domingo, na abertura da nova temporada da categoria, Raikkonen conseguiu a segunda vitória pela equipe, no GP da Austrália. De acordo com Boullier, o automobilista teve uma segunda metade de campeonato “forte” em 2012 e “está começando a temporada como terminou a outra”.

Na fábrica da Lotus, o dirigente afirma que há um ambiente onde as pessoas devem ser “criativas e elas mesmas”. O francês diz que para se chegar a essa atmosfera é necessário “limitar a politicagem” e “limitar o que Kimi odeia”.

Quarta colocada do Mundial de Construtores em 2012, a Lotus tem como outro piloto o francês Romain Grosjean, décimo colocado no GP da Austrália. Boullier acredita que a escuderia tenha evoluído como um todo neste ano, sentindo haver uma “coordenação melhor” na fábrica de Enstone, na Inglaterra, com bons funcionários trabalhando “na aerodinâmica, na eletrônica, no motor e no design”.

Guia Fórmula 1
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Foto: AFP

Fonte: Terra
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