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Pirelli atribui estouro de pneus na Bélgica à pista “suja”

3 set 2015
12h32
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Fornecedora dos pneus utilizados na Fórmula 1, a Pirelli revelou na manhã desta quinta-feira os resultados da investigação realizada para apurar as causas dos estouros dos compostos de Nico Rosberg, durante os treinos livres para o GP da Bélgica, e de Sebastian Vettel, nas últimas voltas da corrida em Spa-Francorchamps, há quase duas semanas.

O documento elaborado pela empresa italiana informa que não foram encontrados sinais de fadiga ou problemas de integridade dos pneus. De acordo com a fornecedora, a quantidade de restos de peças deixadas na pista pelas corridas preliminares à prova da Fórmula 1, assim como as dificuldades para limpar um circuito tão grande, foram a causa direta desses dois incidentes.

“Uma análise microscópica, realizada em um grande número de pneus depois da segunda sessão de treinos livres, não mostrou sinais de fatiga ou problemas de integridade. O mesmo resultado foi confirmado nos pneus usados durante a corrida, que foram cortados transversalmente e analisados em Milão”, comunicou a fabricante italiana, que recomendou à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) estudar uma forma de aprimorar a limpeza dos circuitos daqui em diante.

No caso de Vettel, o estouro do pneu de sua Ferrari custou a terceira posição, portanto, o pódio. Na ocasião, o tetracampeão mundial acabou deixando a corrida, mas terminou em 12º lugar por ter completado 90% da prova.

As conclusões da investigação da Pirelli se baseiam no anormal número de pneus que chegaram ao final da corrida apresentando pequenos cortes. Cerca de 60 no total, quando o mais comum é que apenas um ou dois compostos apresentem tais problemas.

A Pirelli ainda argumentou que “o uso prolongado dos pneus em um traçado particularmente exigente” foi um dos fatores para que ocorressem os desgastes dos pneus. O circuito em Spa é conhecido por suas grandes retas e curvas de alta velocidade, exigindo uma maior potência dos motores e resistência dos compostos.

Abaixo, confira o documento da Pirelli na íntegra:

1) Os testes realizados pela Pirelli nos pneus usados em Spa confirmaram a ausência de problemas estruturais. A Pirelli levou a cabo uma análise aprofundada sobre os materiais utilizados e os processos de produção, utilizando dois métodos diferentes de testes e verificações.

A análise microscópica, realizada em um grande número de pneus após a segunda sessão de treinos livres, não mostrou sinais de fadiga ou problemas de integridade nos compostos. O mesmo resultado foi confirmado nos pneus usados durante a corrida, que foram cortados transversalmente e analisados em Milão.

Alguns dos pneus usados na corrida foram submetidos a um laboratório de ensaio de fadiga, passando por todas as avaliações e ficou confirmado que não houve nenhum problema de degradação estrutural ou de pista.

Desde o início de 2015, 13.748 pneus slicks foram usados na F1, incluindo pistas especialmente exigentes como Sepang, Barcelona e Silverstone. Nenhum problema foi encontrado que levantasse dúvidas sobre a solidez do produto.

2) Os acontecimentos de Spa, portanto, podem ser atribuídos a fatores externos, ligados ao prolongado uso dos pneus em uma das pistas mais exigentes do campeonato.

Os fatores externos são justificados por um total de 63 cortes encontrados na banda de rodagem dos pneus usados pela F1 ao longo do fim de semana em Spa, na sequência de vários incidentes que aconteceram durante as corridas preliminares.

Em 15 etapas anteriores — dez corridas e cinco sessões de teste —, uma média de apenas 1,2 corte por evento foi verificado. Tudo isso indica uma quantidade anormal de detritos na pista de Spa, com o consequente aumento do risco de se deparar com um objeto estranho.

Se até mesmo um pequeno pedaço de detrito — feito de carbono ou quaisquer outros materiais cortantes — penetra e corta as várias partes estruturais de um pneu, que está, obviamente, sujeito a alta velocidade e mais suscetível se usado por um período prolongado, sem penetrar a estrutura corrente, pode causar falhas, que são diferentes de um furo normal, que é caracterizado pela perda de pressão. E o primeiro caso foi o tipo de problema visto no pneu de Sebastian Vettel em Spa.

Quanto a Nico, cujo uso do pneu foi menor, o pneu resistiu - como a imagem mostrou - e a falha não foi instantânea. Quatro curvas antes, um elemento da estrutura interna do pneu estava visível. E deixou clara a existência da falha e o consequente início do desgaste do pneu.

Durante todo o fim de semana em Spa, incluindo os treinos, a classificação e a corrida, cortes foram causados por detritos encontrados nos pneus de outros pilotos, que danificaram a construção, mas não causam quaisquer falhas.

3) Na fase final da classificação no sábado em Spa, seguindo o número excepcional de cortes encontrados nos pneus, a Pirelli falou sobre a condição do circuito para a FIA e pediu para que fosse limpo, bem como para as equipes. A FIA reagiu rapidamente para limpar a pista e informar as equipes.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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