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Acusado nesta temporada de fazer da Fórmula 1 um esporte chato e previsível, Michael Schumacher mostrou no primeiro Grande Prêmio da China, no domingo, que é humano.
Ninguém poderia esperar que o heptacampeão mundial, que venceu as cinco primeiras corridas do ano e depois sete em seguida após Mônaco, provocasse tanta confusão.
O toque mágico do Schumacher o deixou na mão na frente da maior audiência da temporada e ele teve azar, algo incomum para um homem que ás vezes parece atrair toda a sorte ao redor.
O piloto de 35 anos, que rodou no sábado na pior classificação de sua carreira, largou dos boxes e 56 voltas depois cruzou a linha de chegada em 12o., terminando fora da zona dos pontos pela primeira vez desde março de 1999.
Apesar de vários abandonos no passado, ele nunca tinha terminado uma corrida antes abaixo da 11ª colocação.
Durante a prova ele rodou e teve um pneu furado. Até o final, já tinha tomado uma volta de seu colega de equipe, Rubens Barrichello, que venceu a corrida.
Pode parecer que, depois de conquistar o sétimo título de pilotos no mês passado junto com o sexto seguido da Ferrari como construtor, Schumacher perdeu um pouco de sua ânsia por sucesso.
"Foi apenas correr por prazer. Não tenho nada a perder, nada para vencer mais, e nada para provar", disse ele.
Vontade
Entretanto, o chefe de equipe Jean Todt riu das sugestões de que Schumacher, derrotado nas últimas três provas, tenha tirado o pé.
"Posso parecer descortês, mas aquele que tirar alguma conclusão disso não entende nada de automobilismo", disse ele.
Schumacher foi o mais rápido na pré-classificação e também registrou a volta mais rápida nos momentos finais da corridas.
"Sabemos muito bem que se você não está na frente tudo pode ser imprevisível", disse Todt. "Mas ele terminou duas vezes em segundo (nas últimas três corridas)".
Faltam apenas as corridas no Japão e no Brasil, e Todt disse que a Ferrari, com 14 vitórias em 16 provas, vai fazer de tudo para vencer as duas.
"Para as duas últimas corridas nosso único objetivo é garantir a vitória, já que nossa vontade de vencer está mais forte do que nunca, apesar de todo o nosso sucesso até agora", disse o francês.
A segunda vitória seguida de Barrichello foi tanto histórica quanto comercialmente importante para a Ferrari, já que a Fórmula 1 fez sua estréia em um mercado em rápida expansão para montadoras e patrocinadores, e a corrida foi bastante agitada.
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