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O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, diz que o futuro da Fórmula 1 será decidido no ano que vem. Segundo ele, as montadoras abandonarão a categoria se ficarem descontentes.
Em entrevista ao jornal alemão Welt am Sonntag, ele afirmou ainda que não haverá "guerra ou corridas rivais" depois de 2007, quando se encerra o atual contrato da Fórmula 1, mas reiterou que as montadoras querem uma boa participação nos lucros.
O futuro da Fórmula 1 está em jogo, depois de uma decisão judicial em favor de três bancos que contestaram o controle de Bernie Ecclestone na categoria.
O Bayerische Landesbank, o JP Morgan e o Lehman Brothers controlam 75% da companhia SLEC, dona dos direitos comerciais da Fórmula 1. O restante pertence à Bambino Holdings, uma corporação da família Ecclestone.
"A partir de 2008 vai haver apenas um campeonato de Fórmula 1 e a decisão a esse respeito acontecerá em 2005. Não me importa se esse campeonato será chamado de Golden Series, Championships League ou o que for", disse di Montezemolo.
"Sei que Ecclestone tem direitos sobre o nome Fórmula 1, mas isso não é problema para mim", afirmou o dirigente ferrarista.
"Mas, seja quem for o comandante da nova Fórmula 1, ele precisa saber que grandes mudanças são necessárias na divisão dos lucros com relação às equipes e montadoras", acrescentou.
Di Montezemolo declarou também não ter certeza no momento sobre quem controla a categoria, Ecclestone ou os bancos, mas pretende conversar com Ecclestone antes do final do ano.
As montadoras propuseram a nomeação de uma empresa de gerenciamento entre os acionistas e as equipes, mas segundo ele isso tem de ser acompanhado por outras mudanças.
Seu objetivo é de que 80% dos lucros da Fórmula 1 seja dividido entre as equipes e as montadoras. A porcentagem atual é de 45%.
"Estamos aguardando propostas... da pessoa que estará encarregada dos negócios da Fórmula 1", disse ele.
"Eles precisam estar cientes de que a partir de 2007 o valor da Fórmula 1 vai cair a zero se não houver um consenso. Eles seriam deixados como um produtor de Hollywood sem atores. Se não houver uma solução a partir de 2008 haverá uma nova categoria organizada por nós", completou.
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