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Quarta, 11 de maio de 2005, 11h23  Atualizada às 11h44
Promotor italiano pede arquivamento do caso Senna
 


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Um promotor público italiano pediu nesta quarta-feira que o julgamento por homicídio culposo sobre a morte de Ayrton Senna seja arquivado devido à expiração do prazo para que acusações fossem formalizadas, informou a agência de notícias Ansa.

Senna, tricampeão mundial de Fórmula 1, morreu em 1º de maio de 1994 após bater seu Williams durante o Grande Prêmio de San Marino, no circuito de Ímola, na Itália.

O diretor técnico da Williams, Patrick Head, e o ex-projetista do time, Adrian Newey, agora na McLaren, foram absolvidos da acusação de homicídio culposo em um julgamento em 1997, e o veredicto foi mantido em uma corte de apelações de 1999.

Entretanto, a corte mais alta da Itália ordenou em 2003 que o caso fosse examinado novamente devido a "erros materiais" no processo de apelação envolvendo termos técnicos legais.

O novo julgamento foi aberto na quarta-feira na cidade de Bolonha, e o promotor público Rinaldo Rosini imediatamente pediu para o caso ser fechado devido ao estatuto de limitações, que significa que o prazo expirou para que acusações fossem formalizadas.

Os advogados de Head e Newey anteriormente haviam indicado que não pediriam um arquivamento, dizendo que essa ação abalaria a reputação de seus clientes. Ao invés disso, eles esperam uma nova absolvição.

Promotores italianos acreditam que Head e Newey autorizaram mudanças perigosas no carro de Senna, que o levou ao acidente fatal, colocando-os em parte como responsáveis pela morte. A equipe Williams sempre negou tal acusações.

Quatro outros casos nos últimos 40 anos envolvendo acidentes fatais em corridas na Itália terminaram em absolvição.


 

Reuters

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