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A Renault vai continuar na Fórmula 1 depois de 2007 se o esporte oferecer um retorno justo ao investimento, disse o presidente da montadora, Carlos Ghosn, nesta terça-feira.
Atual campeã, Renault apresenta novo carro
Em discurso gravado para a apresentação do novo R26 dos atuais campeões em Mônaco, Ghosn demonstrou preocupação com o futuro da categoria, que vive a possibilidade de uma série rival liderada pelas montadoras a partir de 2008.
Algumas montadoras também estão insatisfeitas com as novas regras para 2008 levadas adiante pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para cortar custos e encorajar novas equipes independentes a entrar no esporte.
"Obviamente há algumas incertezas sobre as condições que envolverão a Fórmula 1 a partir de 2008", declarou Ghosn. "Esta não é uma preocupação apenas da Renault, é uma preocupação de todas as montadoras que tentam descobrir como será a Fórmula 1", acrescentou Ghosn, que assumiu a Renault no ano passado.
"Mas eliminando esta incerteza, se eu considerar que vamos ter boas respostas para as nossas perguntas, e que a Fórmula 1 continuará tendo um bom retorno para os investimentos das montadoras em geral, e especialmente para o vencedor, então estaremos lá".
A Renault faz parte do forte grupo Grand Prix Manufacturers Association (GPMA), que ameaça criar uma categoria rival se não tiverem atendidas suas demandas de mais dinheiro, maior transparência administrativa e maior participação nas decisões.
O acordo comercial do esporte expira no final do próximo ano e por enquanto cinco equipes, incluindo Ferrari e Williams, já assinaram a renovação de seus acordos com a Fórmula 1.
Muitas especulações dão conta de que a Renault, que conquistou os títulos de pilotos e construtores em 2005, poderia deixar a categoria ao final desta temporada.
Os comentários ganharam força com a decisão surpreendente do campeão mundial Fernando Alonso de trocar a equipe pela McLaren para a temporada 2007.
Alonso tem como empresário o chefe da Renault, Flavio Briatori, que negou ter qualquer envolvimento com a troca de equipes e aproveitou a ocasião para colocar a culpa na imprensa francesa pelas especulações sobre o futuro da equipe.
Ghosn disse que os objetivos da equipe para 2006 são "oferecer um bom espetáculo, competir no mais alto nível e vencer de novo".
Ele acrescentou que a Renault já goza de claros benefícios pelo sucesso do ano passado, especialmente nos crescentes mercados de China e Índia, onde a marca era menos conhecida.
"Ter uma boa competição e vencer na Fórmula 1 dá um grande passo e um grande aumento em termos de reconhecimento, e poderia dizer que dá fama à marca", disse ele.
Equipe
Patrick Faure, presidente da equipe Renault de Fórmula 1, anunciou nesta terça-feira, em Mônaco, que vai deixar o cargo no segundo semestre de 2006.
"Irei durante a segunda parte do ano, numa data que convier a Carlos Ghosn (presidente diretor-geral da Renault-Nissan) para realizar minha sucessão", declarou Faure, depois da apresentação do carro R26 que defenderá as cores da Renault no Mundial-2006 de Fórmula 1.
"O tempo passa, farei 60 anos em 2006 e há 21 que estou na Fórmula 1", explicou ele.
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