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Uma grande investigação de corrupção em Xangai se espalhou para o mundo esportivo, envolvendo o chefe do circuito de Fórmula 1 da cidade, noticiou a mídia estatal nesta quarta-feira.
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Yu Zhifei, gerente-geral da Shanghai International Circuit Co., empresa que administra o circuito, está "ajudando nas investigações" sobre o escândalo envolvendo o sistema de seguro social da cidade e quebra de regras nas operações da firma, disse o jornal oficial Shanghai Securities News.
O Grande Prêmio da China, que tem apoio do governo de Xangai para melhorar a imagem da cidade no mundo, é realizado em um circuito nos arredores do local e custou 350 milhões de dólares. A corrida mais recente foi no começo de outubro.
Autoridades da empresa consultadas por telefone recusaram-se a comentar as notícias.
Uma equipe de mais de 100 investigadores está trabalhando nas suspeitas de que parte dos fundos de seguro social da cidade, que reúnem mais de US$ 1,26 bilhão, foram desviados através de empréstimos ilícitos e investimentos.
O escândalo envolveu pelo menos 10 autoridades municipais e empresários, incluindo o chefe do Partido Comunista de Xangai, Chen Liangyu, que foi demitido no último mês. A mídia oficial descreveu o escândalo como o maior da cidade desde o início das reformas econômicas, nos anos 1980s.
Chen trabalhou com Yu quando os dois eram dirigentes no distrito de Huangpu, em Xangai.
Yu, 54 anos, é uma figura exótica que começou sua carreira administrando uma pequena fábrica e chegou a controlar o time de futebol Shanghai Shenhua, antes de entrar para o ramo de automobilismo. Ele levou o Manchester United para jogar contra o seu clube em Xangai, em 1999.
O jornal disse que a realização do GP de Fórmula 1 na cidade não será afetada pelo escândalo. Autoridades adiaram a intimação a depor de Yu para depois da corrida deste ano, a fim de evitar que a prova fosse afetada, segundo o jornal.
Chen Liangyu foi uma das forças por trás da construção de duas grandes instalações esportivas em Xangai: o autódromo e o centro de tênis Qi Zhong, de US$ 150 milhões, que no próximo mês receberá a famosa Masters Cup.
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