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Fórmula 1 2006
Domingo, 22 de outubro de 2006, 17h04
Schumacher se aposenta com momentos de vilão e mocinho
AFP

Barrichello foi protagonista de momentos polêmicos da carreira de Schumacher

Durante os 15 anos em que competiu na Fórmula 1, Michael Schumacher acumulou muitos fãs, mas também muitos críticos. Apesar de todos reconhecerem o estilo arrojado e único do alemão, ele se despede das pistas com vários momentos de vilão durante sua vitoriosa carreira. Muitos o acusam de "jogar sujo" para conseguir os seus títulos.

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A primeira polêmica causada pelo alemão aconteceu em 1994, quando conquistou o seu primeiro título. Schumacher precisava somente terminar na frente do britânico Damon Hill no GP da Austrália, última corrida da temporada, para se sagrar campeão.

O alemão liderava a prova, quando perdeu o controle de sua Benetton, batendo fortemente contra o muro de proteção, comprometendo sua continuidade na corrida. Mesmo com a suspensão criticamente avariada, voltou desesperadamente para a pista, somente para se chocar com o desavisado Hill. Fim da corrida para ambos, título para Schumacher e muitas reclamações da Williams e dos críticos ferrenhos do alemão.

Já bicampeão mundial e na Ferrari, Schumacher proporcionou uma cena parecida na decisão do título de 1997, contra o canadense Jacques Villeneuve. O piloto alemão entrou novamente em vantagem na última prova, largou na frente e era pressionado por Villeneuve, que no meio da corrida tentou uma ultrapassagem arrojada.

Nitidamente surpreso com a tentativa do piloto da Williams, Schumacher não hesitou ao notar o canadense ao seu lado e fechou o rival, tentando tirá-lo da corrida. Mas, diferentemente de 1994, não conseguiu êxito na sua estratégia e acabou abandonando a prova sozinho, deixando o caminho aberto para Villeneuve se sagrar campeão.

Desta vez, o alemão não teve nem o aval da FIA, que entendeu que sua manobra foi anti-desportiva e retirou-lhe o vice-campeonato (mas sem tirar os pontos e vitórias conquistadas pelo piloto da Ferrari).

O brasileiro Rubens Barrichello também foi um dos protagonistas dos piores momentos do companheiro de Ferrari. No GP da Áustria, em 2001, Barrichello ocupava a segunda posição até a última volta, quando foi ultrapassado por Schumacher, para o alemão conseguir conquistar o tetracampeonato. O pedido para o brasileiro permitir a passagem foi feito pelo diretor esportivo da equipe, Jean Todt.

No ano seguinte, no mesmo GP da Áustria, ocorreu a repetição da cena. Barrichello, dessa vez na liderança da prova, permitiu mais uma vez que Schumacher passasse na última curva.

A atitude foi vaiada pelos torcedores que gritavam o nome de Barrichello e faziam sinal de negativo. Schumacher, visivelmente envergonhado, colocou o brasileiro no topo do pódio, reconhecendo que o vitorioso naquela corrida deveria ter sido Barrichello.

A última polêmica aconteceu no GP de Mônaco deste ano, quando seus adversários o acusaram de tentar descaradamente impedi-los de obter bons tempos no treino, parando seu carro na penúltima curva, nos últimos segundos da classificação.

Apesar das atitudes reprovadas, o alemão segue com a hegemonia na Fórmula 1. Detentor de marcas bastante expressivas, deixa um espaço em branco na tradicional equipe Ferrari e na categoria.

Redação Terra