| AFP |

Barrichello foi protagonista de momentos polêmicos da carreira de Schumacher |
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Durante os 15 anos em que competiu na Fórmula 1, Michael Schumacher acumulou muitos fãs, mas também muitos críticos. Apesar de todos reconhecerem o estilo arrojado e único do alemão, ele se despede das pistas com vários momentos de vilão durante sua vitoriosa carreira. Muitos o acusam de "jogar sujo" para conseguir os seus títulos.
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A primeira polêmica causada pelo alemão aconteceu em 1994, quando conquistou o seu primeiro título. Schumacher precisava somente terminar na frente do britânico Damon Hill no GP da Austrália, última corrida da temporada, para se sagrar campeão.
O alemão liderava a prova, quando perdeu o controle de sua Benetton, batendo fortemente contra o muro de proteção, comprometendo sua continuidade na corrida. Mesmo com a suspensão criticamente avariada, voltou desesperadamente para a pista, somente para se chocar com o desavisado Hill. Fim da corrida para ambos, título para Schumacher e muitas reclamações da Williams e dos críticos ferrenhos do alemão.
Já bicampeão mundial e na Ferrari, Schumacher proporcionou uma cena parecida na decisão do título de 1997, contra o canadense Jacques Villeneuve. O piloto alemão entrou novamente em vantagem na última prova, largou na frente e era pressionado por Villeneuve, que no meio da corrida tentou uma ultrapassagem arrojada.
Nitidamente surpreso com a tentativa do piloto da Williams, Schumacher não hesitou ao notar o canadense ao seu lado e fechou o rival, tentando tirá-lo da corrida. Mas, diferentemente de 1994, não conseguiu êxito na sua estratégia e acabou abandonando a prova sozinho, deixando o caminho aberto para Villeneuve se sagrar campeão.
Desta vez, o alemão não teve nem o aval da FIA, que entendeu que sua manobra foi anti-desportiva e retirou-lhe o vice-campeonato (mas sem tirar os pontos e vitórias conquistadas pelo piloto da Ferrari).
O brasileiro Rubens Barrichello também foi um dos protagonistas dos piores momentos do companheiro de Ferrari. No GP da Áustria, em 2001, Barrichello ocupava a segunda posição até a última volta, quando foi ultrapassado por Schumacher, para o alemão conseguir conquistar o tetracampeonato. O pedido para o brasileiro permitir a passagem foi feito pelo diretor esportivo da equipe, Jean Todt.
No ano seguinte, no mesmo GP da Áustria, ocorreu a repetição da cena. Barrichello, dessa vez na liderança da prova, permitiu mais uma vez que Schumacher passasse na última curva.
A atitude foi vaiada pelos torcedores que gritavam o nome de Barrichello e faziam sinal de negativo. Schumacher, visivelmente envergonhado, colocou o brasileiro no topo do pódio, reconhecendo que o vitorioso naquela corrida deveria ter sido Barrichello.
A última polêmica aconteceu no GP de Mônaco deste ano, quando seus adversários o acusaram de tentar descaradamente impedi-los de obter bons tempos no treino, parando seu carro na penúltima curva, nos últimos segundos da classificação.
Apesar das atitudes reprovadas, o alemão segue com a hegemonia na Fórmula 1. Detentor de marcas bastante expressivas, deixa um espaço em branco na tradicional equipe Ferrari e na categoria.
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