Fórmula 1 2007

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A McLaren prestou depoimento nesta quinta-feira na segunda audiência da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sobre o caso de posse não-autorizada de dados técnicos da Ferrari.

Confira alguns momentos-chave da polêmica de espionagem na Fórmula 1.

1º de fevereiro: o gerente técnico e de testes da Ferrari, Nigel Stepney, diz que está aberto a propostas de outras escuderias devido à sua insatisfação após a saída do diretor técnico Ross Brawn. Stepney é afastado da equipe de corrida.

21 de junho: a Ferrari abre um processo contra Stepney na cidade italiana de Modena. Três dias depois, Stepney acusa a Ferrari de lançar uma campanha suja contra ele.

3 de julho: a McLaren suspende o projetista-chefe Mike Coughlan, depois de informações confidenciais da Ferrari terem sido encontradas em sua casa. A Ferrari diz que abriu processo contra Stepney pelo roubo de informações. Stepney é demitido, mas nega as acusações.

4 de julho: a McLaren diz que nenhuma informação da Ferrari foi utilizada em seus carros e convida a Federação Internacional de Automobilismo a realizar uma grande revista.

6 de julho: a Honda confirma que Stepney e Coughlan procuraram emprego na equipe. A equipe garante que não recebeu nenhuma oferta de informações da Ferrari.

10 de julho: a Suprema Corte de Londres ouve depoimento sobre como Coughlan "comportou-se vergonhosamente" ao copiar e manter documentos da Ferrari. Um porta-voz da Ferrari diz que os dados estavam em dois disquetes de computador, contendo 780 páginas de informações da Ferrari.

12 de julho: a FIA acusa formalmente a McLaren e convoca representantes a uma reunião extraordinária do seu Conselho Mundial de Automobilismo, em Paris, em 26 de julho. A McLaren diz estar "extremamente decepcionada."

16 de julho: a McLaren divulga novo comunicado para enfatizar que ninguém na equipe sabia antes de 3 de julho que Coughlan tinha informações da Ferrari.

26 de julho: o Conselho Mundial de Automobilismo considera a McLaren culpada pela posse de informações da Ferrari, mas não determina nenhuma punição porque não há provas de que a equipe tenha se beneficiado disso. Entretanto, a McLaren é alertada que poderá ser expulsa dos campeonatos deste ano e do próximo se surgirem provas.

31 de julho: a FIA recorre da decisão do Conselho após um protesto da federação italiana. A data de 13 de setembro é marcada para a nova audiência.

5 de setembro: a FIA diz ter uma nova prova do caso. A audiência de apelação é cancelada e o Conselho, reconvocado.

7 de setembro: a FIA divulga cópia de carta enviada aos pilotos, alertando-os de "sérias consequências" se não se pronunciarem por escrito e garantindo que eles não sofreram ações legais se cooperarem.

8 de setembro: magistrados italianos visitam a McLaren no paddock do GP da Itália, em Monza, e avisam dirigentes de que eles estão sob investigação.

13 de setembro: segunda audiência do Conselho Mundial de Automobilismo, em Paris, na França. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) aplica uma multa de US$ 100 milhões (cerca de R$ 189 milhões) à McLaren. Além disso, a escuderia perdeu todos os pontos conquistados no Mundial de Construtores da atual temporada e está fora da disputa por esse título. Os pilotos Lewis Hamilton e Fernando Alonso, no entanto, não sofreram sanções e seguem disputando o título do Mundial de Pilotos normalmente.

Reuters