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Quinta, 13 de setembro de 2007, 12h44 Anúncio falso de exclusão da McLaren agita a F-1 |
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Um falso anúncio de que a McLaren teria sido excluída da disputa do Mundial de Fórmula 1, nesta quinta-feira, em Paris, onde se reúne o Conselho Mundial de Automobilismo, agitou o mundo da categoria de maior prestígio do automobilismo. A equipe inglesa é investigada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) por ser pivô no caso de espionagem sobre a rival Ferrari.
» Confira momentos-chave
da polêmica de espionagem
A primeira parte da sessão, com depoimentos dos envolvidos, foi finalizada às 11h30 (de Brasília). Às 12h (de Brasília), teve início a sessão deliberativa, que definiu a pena imposta aos envolvidos no episódio de espionagem.
Após o falso anúncio, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) aplicou uma multa de US$ 100 milhões (cerca de R$ 189 milhões) à McLaren.
Além disso, a escuderia perdeu todos os pontos conquistados no Mundial de Construtores da atual temporada e os que vierem a ser conquistados nas quatro últimas etapas não serão somados.
Os pilotos Lewis Hamilton e Fernando Alonso, no entanto, não sofreram sanções e seguiram na disputa pelo título do Mundial de Pilotos normalmente. Hoje, o inglês lidera com 92 pontos, enquanto o espanhol, atual bicampeão da categoria, soma 89.
Anúncio falso
A confusão toda teria se iniciado após um membro da FIA ter deixado a reunião com o anúncio da exclusão da McLaren. Veículos de comunicação de todo o mundo reproduziram a informação.
No entanto, pouco tempo depois, o mesmo funcionário da entidade responsável pela organização do esporte no mundo teria deixado a sala de reunião de novo para, desta vez, dizer que o tipo e o prazo de punição à McLaren ainda estavam sendo decididos.
O anúncio equivocado agitou até mesmo Spa-Francorchamps, na Bélgica, local do Grande Prêmio deste domingo, 14ª etapa da atual temporada da F-1. Membros da FIA no local negaram a informação de que a escuderia inglesa estivesse excluída.
Espionagem
A polêmica surgiu no início da temporada quando foi descoberto que Nigel Stepney, chefe dos mecânicos da Ferrari, estaria passando informações sigilosas para a McLaren.
Inicialmente, a escuderia britânica escapou de uma punição por alegar que as informações de Stepney não teriam sido usadas e/ou passadas aos diretores e comandantes do time. O principal acusado era Mike Coughlan, projetista da McLaren.
No entanto, a Ferrari recorreu da decisão e a imprensa européia publicou que Coughlan passou as informações tanto para a direção da McLaren como para alguns pilotos, como os espanhóis Pedro de la Rosa e Fernando Alonso.
Esse é mais um capítulo do momento conturbado da McLaren. Apesar de já ter vencido sete corridas no ano, a escuderia também é palco de briga interna entre os pilotos Alonso e Hamilton.
No GP da Hungria, a equipe ficou impedida de somar pontos após uma confusão no treino de classificação.