
Nesta quarta-feira o ex-ferrarista Rubens Barrichello comentou o episódio mais polêmico de seu carreira: o Grande Prêmio da Áustria, em 2002. Na ocasião, o brasileiro estava na primeira colocação e ganharia a corrida, só que na última curva, por uma ordem da Ferrari, o piloto freou e deixou Michael Schumacher vencer a prova.
Segundo Rubens Barrichello, o dia 12 de maio de 2002 teve um saldo positivo para a F-1. "Isso aí foi uma vitória do esporte. Se existe uma regra hoje que não se pode passar ordens para trocar de posições por rádio, isso começou aí", disse.
Barrichello não deixou de alfinetar seu ex-companheiro de equipe Michael Schumacher. O brasileiro admitiu que as conversas aconteciam entre os dois pilotos e a equipe quase que simultaneamente, e, portanto, o alemão sabia o que Barrichello iria deixa-lo passar. "A conversa foi geral, se comunicavam comigo e com ele. Segundo o box não era decisão do Michael (Schumacher), mas ele estava ciente de tudo. Ele sabia de que isso aconteceria, em qualquer posição que a gente estivesse", disse.
O piloto brasileiro titubeou antes de frear o carro e não sabe se faria tudo outra vez. "Eu só deixei o Schumacher passar na última curva, porque na penúltima eu não iria deixar. Falaram um monte de coisa que aconteceu depois, mas é tudo mentira. Se me perguntarem: 'você faria de novo?'¿eu tenho curiosidade de saber¿", deixou no ar.
Barrichello ainda se defendeu das pessoas que dizem que ele não teve espírito de vitória ao deixar Schumacher passar. "Vamos supor que eu ganhe aquela corrida. Quem iria saber que tinham me dado a ordem pra ele passar? Aí eu ia ser demitido e quem ia saber o que aconteceu aquele dia?"
Gazeta Press
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