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Maior mina de amianto do Brasil espera Sertões na chegada da 8ª etapa

1 ago 2013
07h32
atualizado às 07h32
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O Rally dos Sertões 2013 retorna nesta quinta-feira à região norte de Goiás. Depois de passar por Uruaçu e Porangatu, a caravana da competição foi ao Tocantins, onde recebeu três etapas. Após esta passagem, é a vez da cidade de Minaçu (GO) receber uma chegada, a oitava dentre as dez paradas que compõem o roteiro da 21ª edição da disputa.

<p>O sotaque logo entrega: Eduardo Gomes de Moura, 50 anos (à esquerda), é um forasteiro no Tocantins. Gaúcho de nascimento, morou por duas décadas em Pato Branco (PR), onde conheceu a mulher, Marisa Müller de Moura (à direita). Em São Valério, abriu um bar, que se tornou referência na passagem do Rally dos Sertões 2013 pela cidade</p>
O sotaque logo entrega: Eduardo Gomes de Moura, 50 anos (à esquerda), é um forasteiro no Tocantins. Gaúcho de nascimento, morou por duas décadas em Pato Branco (PR), onde conheceu a mulher, Marisa Müller de Moura (à direita). Em São Valério, abriu um bar, que se tornou referência na passagem do Rally dos Sertões 2013 pela cidade
Foto: Emanuel Colombari / Terra

Assim como Uruaçu, palco da terceira chegada na trilha, Minaçu é banhada pelo Lago da Serra da Mesa. No entanto, a cidade desta quinta-feira conta com outros pontos de atração turística na região, como o Lago de Cana Brava (resultante da construção da Usina Hidrelétrica do Rio Cana Brava) e o Córrego do Lajeado.

O forte da cidade, no entanto, é a extração mineral do amianto crisólita, que atraiu a atenção de importantes empresas mineradoras à região na década de 60. Na época, o ainda povoado se dedicava à pecuária – entretanto, a chegada da mineração a Minaçu acabou por promover a emancipação em 14 de maio de 1976.

Não por acaso, as minas de amianto deram nome à cidade – Minaçu significa, em tupo, “mina grande”. A exploração é a maior do Brasil, o que garante um orçamento considerável à cidade. Hoje em dia, a exploração de minerais também dedica parte de sua produção para o artesanato local, no qual o amianto também tem destaque.

Os competidores, por sua vez, deverão ter poucas chances de conhecer as atrações turísticas, o artesanato e a extração de amianto em Minaçu, que recebeu o Sertões em outros três anos (2006, 2007 e 2009). Com um longo deslocamento total (666 km), os inscritos deverão deixar Palmas ainda de madrugada para iniciar o percurso. Antes mesmo da especial cronometrada, os pilotos deverão vencer 312 km de deslocamento inicial.

Segundo a organização da prova, os pilotos podem esperar por “uma especial de respeito” nesta quinta-feira: após um início de cascalho, seguido por estradas menores e sinuosas, os competidores deverão enfrentar saltos, buracos, riachos e pedras, antes de chegarem a um abastecimento (restrito a motos, UTVs e quadriciclos). Na segunda metade, montanhas e trials recebem a competição, antes de um deslocamento final curto, de 20 km.

De volta a Goiás, os pilotos partem para a nona etapa na sexta-feira, de Minaçu a Goianésia. No dia seguinte, retorna a Goiânia para o encerramento da 21ª edição da competição.

O repórter viajou a convite da organização do Rally dos Sertões 2013

Fonte: Terra
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