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 Hegemonia se transforma em tabu na Stock Car
13 de abril de 2010 16h34

Para o atual campeão Cacá Bueno, o diferencial das equipes é a parte humana. Foto: Bruno Terena/Divulgação

Para o atual campeão Cacá Bueno, o diferencial das equipes é a "parte humana"
Foto: Bruno Terena/Divulgação

Elaine Felchacka
Direto de Curitiba

Se os carros da Stock Car são idênticos na teoria, na prática a história é diferente. Há seis anos dividindo os louros da competição, as equipes RC - chefiada por Rosinei Cam­­pos, o Meinha, com o nome de Eurofarma-RC (de Max Wilson e Ricardo Maurício) - e A. Mattheis, de Andreas Mattheis (de Cacá Bueno e Daniel Serra), time da Red Bull Racing, criaram um tabu na categoria.

Derrubar esta hegemonia se tornou um dos objetivos das outras equipes. Campeão pela RC em 2004 e pela Mattheis em 2005, Giuliano Losacco, que hoje corre pela Flash Power, já viveu os dois lados da história.

Tentando reencontrar o caminho para o título, Losacco aponta alguns fatores que fazem a diferença nas duas equipes que dividiram os títulos nas últimas seis temporadas.

"O Andreas e o Meinha são dois chefes muito competentes. Eles conseguem comandar um conjunto de fatores, que é equipe, carros e pilotos de maneira que tudo funciona bem", diz Losacco, que não vence uma competição desde 2005.

Cacá Bueno, atual campeão, também com experiência de atuar pelas duas equipes e atualmente comandado por Andreas, apesar de exaltar o "conjunto da obra", acrescenta ainda que a maior diferença das equipes que estão na ponta é o trabalho dos integrantes.

"O que define é a parte humana. Ela que define na pilotagem e no acerto do carro. Dinheiro é o que menos importa. Todas as peças estão disponíveis no mercado. Não há nada que o carro do Cacá tenha que outro piloto não possa ter. O que difere é a mesmo a parte humana", destaca.

Meinha, que também é ex-piloto, é um pouco mais abrangente que Losaccco e Cacá. Para ele, a diferença é uma junção de fatores. "É preciso ter pilotos de ponta, equipe de ponta e bons patrocinadores. Tudo isso tem que funcionar bem ao mesmo tempo. E para ser campeão, é preciso ser, no mínimo, regularmente bom".

Mesmo que tenha três dos últimos seis títulos, Meinha é cauteloso ao falar da nova temporada. E exalta a competitividade da categoria, o que torna uma conquista mais difícil.

"É uma categoria muito complicada. São muitos pilotos de ponta hoje. Então, a experiência conta muito. Mas é muito cedo para falar alguma coisa. São apena duas etapas ainda", explica. Ainda que com toda cautela de Meinha nas palavras, seu piloto Max Wilson é líder da temporada com 39 pontos.

Especial para Terra