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 Interlagos reforça segurança para próximo GP de Fórmula 1
10 de setembro de 2010 11h45 atualizado às 12h20

Interlagos se prepara para receber mais uma prova da Fórmula 1. Foto: Adriano Lima/Futura Press

Interlagos se prepara para receber mais uma prova da Fórmula 1
Foto: Adriano Lima/Futura Press

Os pilotos do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, marcado para os dias 5 a 7 de novembro, contarão com uma pista mais segura durante os treinos e a corrida. O circuito paulistano já está em obras e o engenheiro-chefe do GP, Luis Ernesto Morales, destacou três novidades importantes para a corrida: o softwall na Subida do Café, tinta antiderrapante em todas as faixas do percurso e aplicação de grama sintética atrás das principais lavadeiras.

O softwall é um muro de proteção utilizado nos circuitos ovais americanos onde as curvas possuem inclinação. Essa barreira feita de tubos de aço galvanizado ficará paralela a um muro de concreto que já existe na Subida do Café. O espaço entre o softwall e o concreto é preenchido com um tipo de espuma de poliestireno de alta densidade que amortece o impacto, preservando a integridade física do piloto em caso de acidente. Técnicos americanos virão a São Paulo para acompanhar a instalação dos 221 metros da nova proteção.

"O softwall é muito resistente e elástico. Mesmo que algum carro bata, a corrida poderá continuar normalmente porque essa parede de proteção não deverá sofrer danos", disse o engenheiro.

A tinta antiderrapante é uma exigência da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para assegurar, principalmente no molhado, que o nível de aderência seja o mesmo na pista e nas faixas. Esta tinta, especificação italiana, será aplicada em todas as faixas de bordo do percurso. Após o trabalho, um laboratório fará testes para comprovar se a aderência das faixas é exatamente a mesma do asfalto de Interlagos.

Quanto à grama artificial, produto desenvolvido na Bélgica, o objetivo é proporcionar mais resistência ao atrito, atrás das lavadeiras mais críticas, evitando ao longo dos treinos e da corrida que haja algum desnível entre a lavadeira e a grama. Diversos autódromos europeus já utilizam esse sistema. A grama sintética é sempre de tom mais escuro e facilmente identificada nas imagens da televisão.

Luis Ernesto Morales enumera ainda outras obras que estão começando a ser feitas em Interlagos para o GP Brasil de Fórmula 1: manutenção das defensas metálicas, barreiras de pneus, alambrados, lavadeiras novas em cinco curvas (todas negativas que direcionam os monopostos para o lado externo da pista), pavimentação da área de escape da curva 5 (a grama local será substituída por asfalto) e ainda o tratamento em três pontos do asfalto do S do Senna onde houve um derramamento de óleo durante o ano.

Gazeta Esportiva