
Atualizada às 23h51 Atual bicampeão da Stock Car, o carioca Cacá Bueno admite que ainda está surpreso com o anúncio da aposentadoria do veterano piloto Ingo Hoffmann, que irá se despedir das pistas da categoria no final desta temporada.
Ingo, 55 anos, está presente na Stock desde 1979 e soma 12 títulos da principal categoria do automobilismo nacional, ostentando a marca de maior campeão do campeonato. Ao todo, foram mais de 300 provas disputadas, 76 vitórias e 61 poles positions.
Para Cacá, da Eurofarma RC, a Stock vai demorar para se adaptar ao desfalque de Ingo nos próximos anos. Para o bicampeão, que sempre fez elogios ao veterano piloto, o competidor é um sinônimo da categoria.
"A ficha ainda não caiu. É difícil imaginar um grid sem Ingo Hoffmann. Ele é não só é o dono do maior número de vitórias e títulos, mas também é o sinônimo da categoria. É impossível pensar em Stock e não se lembrar do Ingo Hoffmann", disse o carioca, que é apontado por Ingo como o piloto com mais chances de chegar perto de seus números.
Além do bicampeão, outros nomes da Stock Car também lamentam a despedida do veterano das pistas. Para Thiago Camilo, da Vogel Texaco, Ingo sempre foi um exemplo a ser seguido pelos pilotos da nova geração, que hoje correm ao seu lado.
"Eu cresci dentro do kartódromo de Interlagos e sempre torci pelo Ingo e outros destaques como o Chico Serra e o Paulão Gomes. Na minha cabeça, era onde eu queria chegar e ser vitorioso como ele", disse Camilo.
"É um honra para eu poder correr na Stock Car ao lado do Ingo, um exemplo de esportista e de homem por tudo que fez na vida, reconhecido por todos. Ele vai deixar muita saudade da temporada que vem e temos de aproveitar ao máximo sua presença neste ano", completou o atual vice-líder da temporada, atrás apenas de Marcos Gomes.
Já Alceu Feldmann não entendeu a decisão de Ingo de se despedir enquanto ainda é competitivo. Mas para o piloto da Boettger Competições, o desejo cabe somente ao veterano competidor.
"Eu não entendi muito bem. Ele está andando muito bem, tem todas as condições e potencial para continuar andando, mas isso é uma coisa de foro íntimo, de saber quando parar. Alguns preferem parar no auge. Eu não pararia, mas só ele pode saber e só o futuro pode dizer se foi o certo", disse.
Redação Terra
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