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Érika evita caso Iziane e sente inexperiência de Tarallo em Londres

5 nov 2012
05h00
atualizado às 08h57
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Érika sentiu falta de enfrentar adversários de maior nível na preparação para os Jogos
Érika sentiu falta de enfrentar adversários de maior nível na preparação para os Jogos
Foto: Ivan Pacheco / Terra

Sem Iziane, dispensada por indisciplina na véspera dos Jogos Olímpicos de Londres, a pivô Érika naufragou com a Seleção Brasileira na Inglaterra sob o comando de Luiz Cláudio Tarallo. Recém-contratada pelo Sport, ela ainda evita comentar o corte da ala, mas admnite ter sentido uma certa inexperiência do treinador do time nacional.

"O Tarallo deu bastante liberdade para todo mundo jogar, mas não conhecia as seleções adversárias. Por mais que você grave os jogos e veja os vídeos, não é a mesma coisa. Mas acho que valeu a pena para ele também, foi uma experiência boa. Das Olimpíadas até agora, ele aprendeu muito", declarou Érika.

Desde que assumiu a diretoria de Seleções da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) em 2009, Hortência já dispensou três técnicos (Paulo Bassul, Carlos Colinas e Ênio Vecchi). Nas Olimpíadas, ela resolveu alçar Tarallo das categorias de base para promover sua estreia no time adulto logo em Londres.

Questionada se Luiz Cláudio Tarallo é o homem ideal para comandar a Seleção nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, opinião sustentada por Hortência, Érika se esquivou. "Eu acho que ele é um excelente técnico, mas essa parte cabe à Hortência e à direção da CBB", disse.Para a armadora Adrianinha, medalha de bronze em Sydney 2000 e uma das mais experientes do elenco em Londres, a seguida troca de treinadores durante o ciclo olímpico foi prejudicial à Seleção, visão compartilhada por Érika, sua companheira no Sport.

"Acho que prejudicou um pouco, porque a maioria das equipes que enfrentamos já vinha trabalhando há muito tempo e o Brasil foi o único que começou com um (técnico) para terminar com outro. Cada um tem sua maneira de trabalhar, seu modo de agir, de dirigir. Nessa parte, prejudicou", declarou.

Nascida no Rio de Janeiro, a pivô Érika planeja disputar os Jogos Olímpicos pela última vez em 2016, em casa. Desta forma, promete se dedicar integralmente à Seleção durante o próximo ciclo.

"O que tiver que fazer de esforço, eu vou fazer, porque quero muito defender o Brasil e disputar uma boa Olimpíada no Rio. Será minha última edição do torneio e gostaria de parar em alta, já que é minha cidade, minha torcida e meu país", disse.

Em 2016, ela promete usar as lições aprendidas com o desempenho abaixo do esperado em Londres. "Fica como experiência e exemplo de que não podemos desmerecer ninguém. Temos que jogar o que a gente sabe, independente do adversário", pregou.

Érika ainda sentiu falta de enfrentar adversários de maior nível durante a preparação para os Jogos. "Precisamos pegar rivais de elite com mais frequência, como Rússia, Estamos Unidos e Austrália. Em Mundiais e Olimpíadas, não vamos jogar contra China, Cuba e Paraguai", afirmou.

Considerada uma das principais jogadoras do elenco, Iziane acabou cortada por levar seu namorado à concentração da Seleção Brasileira na véspera dos Jogos Olímpicos de Londres. Ex-companheira da ala no Atlanta Dream, Érika preferiu não se alongar ao comentar o assunto.

"Isso foi chato, mas já passou. É uma coisa da Iziane e ninguém tem que ficar remoendo, porque foi desagradável tanto para ela quanto para nós", disse a pivô, que desconversa quando indagada se há clima para um eventual retorno da ala à Seleção. "Isso diz respeito à ela, à Hortência e ao Tarallo".

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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