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Magnano elogia Argentina antes das quartas: "tem fome de glória"

7 ago 2012
11h38
atualizado às 13h42

O técnico da Seleção Brasileira masculina de basquete, o argentino Rubén Magnano foi o forjador da geração dourada do basquete argentino: comandou a equipe na conquista do ouro em Atenas 2004 e oito anos depois tem a missão de derrotar vários de seus ex-pupilos, que provavelmente disputam os Jogos Olímpicos pela última vez.

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Brasil e Argentina disputarão nesta quarta-feira uma partida pelas quartas de final de Londres 2012 e Magnano terá como adversários Emanuel Ginóbili, Andrés Nocioni e Luis Scola, todos com mais de 30 anos. Os mesmos jogadores, com pouco mais de 20, apareceram para o mundo no Mundial de Indianápolis 2002, quando provocaram a primeira derrota de uma seleção dos Estados Unidos formada por profissionais da NBA.

A vitória argentina foi mais marcante do que o segundo lugar obtido no Mundial - a Argentina perdeu a final para a ex-Iugoslávia. Dois anos depois, o país sul-americano conquistou o ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, com direito a uma nova vitória sobre os EUA, nas semifinais.

Magnano e Ginóbili viram a seleção dos Estados Unidos batizar uma de suas equipes como o "time da redenção", o de Kobe Bryant, que disputou os Jogos de Pequim 2008 e conseguiu recuperar o ouro. A Argentina levou o bronze na ocasião.

"Posso falar bastante da equipe argentina. Me preocupa bastante a fome de glória que não perdeu. É uma equipe por natureza vencedora, é duro jogar contra uma equipe assim", declarou Magnano.

O técnico argentino é um treinador apreciado pela imprensa. Ele é eloquente, não evita as perguntas e responde sem recorrer aos lugares-comuns.

Nascido em 9 de outubro de 1954 em Villa María, na província de Córdoba, Magnano iniciou a carreira de técnico no clube argentino Atenas, em 1990. Depois de treinar os times Luz y Fuerza e o Boca Juniors, assumiu, em 2000, a seleção da Argentina.

O treinador deixou a seleção de Ginóbili em 2004 e comandou equipes nas ligas italiana e espanhola, antes de retornar ao campeonato da Argentina. Em 2010 passou a dirigir o Brasil, que com Magnano retornou aos Jogos Olímpicos, os quais não disputava desde Atlanta 1996.

Magnano conta atualmente com quatro jogadores da NBA, os pivôs Nenê (Washington Wizards), Tiago Splitter (San Antonio Spurs) e Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers), além de Leandrinho Barbosa (Indiana Pacers). O treinador também aposta na ótima fase do armador Marcelinho Huertas (Barcelona, da Espanha).

Este não será o primeiro confronto entre o técnico e seus antigos pupilos em uma competição oficial. No Pré-Olímpico de Mar del Plata, em novembro de 2011, o Brasil venceu a Argentina por 73 a 71 na segunda fase, mas perdeu a final por 80 a 75.

A rivalidade entre os dois países é notória. Ao saber que o Brasil seria o rival nas quartas, Ginobili resumiu: "Queremos ganhar mutuamente independente do que jogamos, de ping-pong até isto".

Para Magnano, treinar o Brasil é parte do trabalho. "Uma possibilidade trabalhista. Estas possibilidades de trabalhar fora de seu país passam pelos resultados obtidos", disse.

Resultados obtidos em parte com uma geração que, na quarta-feira, por uma ironia do destino, ele pode ajudar a decretar o fim.

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Comandante Magnano exaltou campanha e caráter da equipe brasileira de basquete
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Foto: Marcelo Pereira / Terra
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