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Magnano nega coração dividido entre Brasil e Argentina: "já amadureceu"

18 jun 2012
12h32
atualizado em 20/6/2012 às 15h34
Flávia Ribeiro
Direto de São Paulo

A Seleção Brasileira de basquete está concentrada no Centro de Alto Rendimento do Pão de Açúcar, em São Paulo, para os treinamentos que visam os Jogos Olímpicos de Londres. Focado no trabalho e na preparação para a Olimpíada, o treinador Rubén Magnano enfrentou muitos problemas durante sua gestão, desde saber lidar com diversas opiniões sobre a convocação, ou não, de Nenê e Leandrinho, até a crítica de ser um argentino, comandando o rival Brasil. Em entrevista exclusiva ao Terra, o técnico sobre as expectativas da Seleção para a competição e sobre um possível encontro com a Argentina.

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Confira a entrevista com Rubén Magnano:

Terra - Venezuela, República Dominicana e Porto Rico disputarão a repescagem para os Jogos Olímpicos em julho. Qual dessas seleções você acha que tem maior chance de se classificar?
Rubén Magnano - Estamos falando de times com um nível muito igual. Creio que a Venezuela, por ser o país sede do torneio, pode levar um pouco de vantagem, mas não podemos esquecer do que aconteceu em Mar del Plata (campeonato pré-olímpico), quando a República Dominicana jogou de igual para igual com todos os adversários. É difícil arriscar um. Muitos fatores influem este resultado, posso dizer que será um torneio muito disputado.

Terra - Antes do conseguir a vaga para Londres, nosso objetivo era classificar. Agora, qual é o objetivo da equipe para os Jogos Olímpicos?
Rubén Magnano - Diante da nossa realidade e dos rivais, é fundamental trabalhar para que seja uma equipe bem competitiva para tentar, na primeira parte da competição, classificar na melhor posição possível. Isso vai permitir um futuro cruzamento com muitas aspirações às finais. Não gosto de falar de números ou de posições, porque estaria falando demais, mas eu estou tranquilo e tenho muita confiança de que o Brasil desempenhará um bom papel nos Jogos.

Terra - A Espanha, treinada pelo italiano Sérgio Ariolo, é o adversário mais forte do grupo brasileiro ou a China pode ressurgir?
Rubén Magnano - A Espanha é, sem dúvida, o grande favorito dos Jogos Olímpicos junto com os Estados Unidos. É um adversário muito forte e se perfila como um dos grandes times da Olimpíada. A China é um trabalho longo, já vem de anos. Também é um adversário que exige muito respeito, mas não creio que à altura da Espanha.

Terra - Se o Brasil chegasse na final do torneio olímpico e você pudesse escolher, quem preferia enfrentar: a Argentina ou os EUA?
Rubén Magnano - Se chego à final dos Jogos Olímpicos, se chegarmos a final do torneio, creio que, como possibilidades, gostaria de enfrentar a Argentina.

Terra - E o coração, vai ficar brasileiro ou argentino?
Rubén Magnano - Já amadureceu, penso que já... Foram cinco jogos durante esses anos contra a Argentina, mais do que vamos ter agora. Ou seja, esse duelo, sem dúvidas, já está maduro. A hora que a bola for para o alto e começar o jogo, já foi.

Terra - O coração vai ficar na mão, não?
Rubén Magnano - Não pode, principalmente pelos jogadores. Não me deixar levar pelo lado sentimental. Tenho que trabalhar e buscar meu objetivo no que eu faço e honrar o trabalho que faço, ao atletas com que trabalho, e respeitar o país em que trabalho. Essa coisa sentimental é para antes e para depois. Durante, não.

Terra - O que se deu para o Brasil conquistar a vaga para Londres? Muito trabalho?
Rubén Magnano - Acho que estamos falando de muitas variáveis, muitas coisas aconteceram. Por exemplo, muito comprometimento por parte dos atletas. O trabalho da CBB, que deixou à nossa disponibilidade tudo o que precisamos para essa preparação, e como você falou: muito trabalho. Muita qualidade e trabalho por parte dos atletas. Foram 75 dias de trabalho e fico muito feliz por isso.

Londres 2012 no Terra

O Terra, maior empresa de internet da América Latina, transmitirá ao vivo e em alta definição (HD) todas as modalidades dos Jogos Olímpicos de Londres, que serão realizados entre os dias 27 de julho e 12 de agosto de 2012. Com reportagens especiais e acompanhamento do dia a dia dos atletas, a cobertura contará com textos, vídeos, fotos, debates, participação do internauta e repercussão nas redes sociais.



Fonte: Terra
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