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 Nunca pensei em casar com "basqueteiro", diz mulher de Giovanonni
03 de setembro de 2010 08h36

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Ex-jogadora de vôlei, Gabriela conta que desistiu da modalidade, mas não esperava casar com basqueteiro. Foto: Solly Boussidan/Especial para Terra

Filha do ex-jogador Marcel, Gabriela surpreende marido e apoia Seleção na Turquia
Foto: Solly Boussidan/Especial para Terra

Solly Boussidan
Direto de Istambul (Turquia)

O ala da Seleção Brasileira de basquete, Guilherme Giovannoni, está em Istambul disputando o Mundial Masculino da categoria. Mesmo vivendo uma rotina puxada de jogos e treinos, com pouco tempo livre para diversão, o jogador teve uma boa surpresa na última semana - a mulher, Gabriela Neves Giovannoni, chegou sem avisar para acompanhar o desempenho do marido nas arenas da Turquia.

"Essa foi a primeira vez que eu vim a uma competição internacional. Foi uma surpresa que eu fiz para o Guilherme, pois eu não vinha. Aí acabei chegando. Foi a primeira vez que eu realmente viajei para ver os jogos da Seleção. Quando o Guilherme me viu aqui quase desmaiou. Tinha inventado uma grande história para ele e no fim apareci (risos)", conta Gabriela.

Dona de olhos verdes profundos, um charme despretensioso e um sorriso carismático, Gabriela se empolga ao contar como conheceu e acabou casando com Guilherme. "Na verdade, o Guilherme era jogador do meu pai (Marcel de Souza). Meu pai treinava no Clube Pinheiros e ele vivia na minha casa, só que temos cinco anos de diferença. A gente era amigos e fomos nos falando pela internet depois, durante muito tempo. Acabamos saindo e nos casando", diz a moça.

Gabriela admite, no entanto, que até começar a sair com Guilherme jamais quis se casar com um atleta. "Sou filha do Marcel e falava que nunca ia casar com basqueteiro, pois tenho meu pai, meus avós, meu tio... Sempre teve basqueteiro na minha casa e eu dizia que essa 'raça' eu não queria mais. Foi só falar 'nunca' que acabei casando com um (risos). Minha mãe sempre disse para eu casar com arquiteto, advogado, alguém mais calmo, pois essa vida de atleta não tem jeito", brinca Gabriela.

A mulher do ala da Seleção parece saber bem do que está falando. Além de ser filha do ex-jogador de basquete Marcel de Souza e da ex-jogadora de vôlei Ivonete Neves de Souza, Gabriela praticou vôlei, mas desistiu do esporte. "Eu joguei vôlei muito tempo, mas parei com essa vida de atleta porque isso é só para quem é predestinado, mesmo. Muita gente acha que ser atleta é uma maravilha e não é bem assim. Você precisa ter muita força de vontade, concentração, é muito difícil. São poucos os que conseguem", pondera.

Gabriela começou a sair com o ala da Seleção há quatro anos. Eles estão casados oficialmente há pouco mais de três anos, mas somente no último ano oficializaram a união de forma religiosa. Neste meio tempo, Gabriela terminou o curso universitário de turismo e se mudou para a Itália, acompanhando Guilherme na passagem por vários clubes do país.

"Fiz turismo, mas acabei fazendo só a parte boa da profissão que é viajar (risos). A verdade é que foi uma correria. Eu me formei e já fui para a Europa. Eu já tinha morado na Itália quando meus pais jogavam no país, então foi ótimo porque eu já falava o idioma. A única adaptação realmente foi estar longe da família e viver sozinha, eu e o Guilherme. A Itália para mim não era um bicho de sete cabeças", admite a mulher do jogador.

A moça conta não ter grandes superstições para os jogos do marido, mas confessa estar feliz em voltar ao Brasil. "Eu peço e rezo para que todos joguem bem, mas não tenho nenhuma superstição. Foi ótimo voltar para o Brasil, porque tenho a família e os amigos por perto. Apesar da Europa ser primeiro mundo, o que a gente tem no Brasil não tem preço", explica.

Gabriela comenta ainda sobre a boa relação de Guilherme com os companheiros de equipe e comenta seu lado empreendedor. "Temos uma loja do 'Poderoso Timão', o São Caetano (risos). A gente tenta fazer o que dá, pois essa vida corrida, não tem jeito. Tenho que acompanhar o Guilherme (risos). Mesmo na correria, o Guilherme está sempre com os outros jogadores. Às vezes saímos para jantar juntos, eles são todos irmãos porque jogam desde pequenos juntos e a Seleção é sempre o mesmo grupo, então não tem jeito. Eles sempre se falam", completa.

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