Mundial Masculino de Basquete

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 Torcida turca vai ao delírio e já sonha com o título
09 de setembro de 2010 12h32 atualizado às 12h59

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Torcida turca segue animada com o desempenho empolgante de seu país no Mundial. Foto: Solly Boussidan/Especial para Terra

Torcida turca segue empolgada com o desempenho do país no Mundial
Foto: Solly Boussidan/Especial para Terra

Solly Boussidan
Direto de Istambul

Uma das sensações do Mundial de Basquete, a Turquia despachou a Eslovênia nas quartas de final e levou ao delírio a torcida que lotou a Sinan Erdem Arena, em Istambul. Em uma performance que em alguns momentos lembrava mais um show do que uma partida, o ala e capitão do time turco, Hidayet Türkoglu, levantou a arena cada vez que pegava a bola.

Embalados por fãs alucinado, que gritavam 'Türkiye, Türkiye, ye, ye, Türkiye!' (algo como Turquia, Turquia, ia, ia, Turquia; em português), o time da casa, conhecido como os Oniki Dev-Adam, ou 12 Homens Gigantes em uma tradução literal, destroçaram o time esloveno e venceram a partida por 95 a 68. O cestinha da partida foi Ersan Ilyasova, com 19 pontos.

A Sinan Erdem Arena era uma festa vermelha e branca. Com lotação esgotada, os turcos garantiram - para deleite do país inteiro - sua vaga na semifinal contra a Sérvia, marcada para sábado.

O comerciante Mustafa Sagran veio com a família de Denizli, a 360 km ao sul de Istambul, para conferir a performance dos gigantes. Vestindo a camiseta do país, assim como o filho Gürkan, de apenas três anos, Sagran vibrava muito com o resultado histórico. "O time todo joga muito bem! Os eslovenos jogaram pesado e nós jogamos mais pesado ainda. Seremos os campeões do Mundial, sem a menor dúvida", disse o eufórico torcedor, que pagou cerca de 30 euros para cada ingresso da partida.

A vitória turca ocorre em um momento especial no país. A noite de quarta-feira marcou o segundo dia do Şeker Bayramı (pronunciado, Xéquer Bairamu), ou a Festa dos Doces. O feriado nacional marca os três últimos dias do mês sagrado islâmico do Ramadam, no qual muçulmanos jejuam durante o dia e só se alimentam ao anoitecer.

A data sempre ocorre no primeiro dia em que a lua crescente é visível no céu após o início do mês sagrado. Neste dia, no interior da Turquia, crianças costumam sair pelas ruas desejando aos mais velhos e aos vizinhos um doce Bayram. Em troca recebem guloseimas e trocados. Os adultos se presenteiam com frutas secas e lokum, uma especialidade local, feita a com água de rosas, pistaches e açúcar de confeiteiro.

"A vitória vai ser doce como o Bayram", afirmou Gökcene Sagran, irmã de Mustafa, que trabalha como contadora em Istambul e acompanhou o pequeno sobrinho na visita à arena.

A torcida turca certamente não é a mais barulhenta deste Mundial ¿ mesmo em menor número, gregos, eslovenos e lituanos contam com torcidas organizadas que levam tambores, pandeiros, e cornetas -, mas é certamente a mais hospitaleira e animada de se acompanhar. A canção oficial do torneio homenageia a seleção da casa.

Entoada do meio da quadra após a partida por um comovido Ömer Onan, ala-armador da equipe da Turquia, em coro com toda a arena, a canção diz 'Venceremos. Seremos campeões. Somos 12 homens gigantes. Somos 12 homens gigantes.Vocês não estarão sozinhos' - se depender do calor e carinho dos anfitriões, os Oniki Dev-Adam estarão em boa companhia.

Especial para Terra
  1. Com músicas e empolgação, torcida tem empurrado Turquia em Mundial de basquete

    Foto: Solly Boussidan/Especial para Terra

  2. Torcida turca segue animada com o desempenho empolgante de seu país no Mundial

    Foto: Solly Boussidan/Especial para Terra

  3. Com bandeiras e camisas, turcos entusiasmam atletas em quadra

    Foto: Solly Boussidan/Especial para Terra

  4. Em quadra, time corresponde: nas quartas de final, venceu a Eslovênia por 95 a 68

    Foto: Solly Boussidan/Especial para Terra

  5. Jogos dos donos da casa são marcados por casa cheia e torcedores alegres

    Foto: Solly Boussidan/Especial para Terra

  6. Mustafa Sagran, comerciante, viajou a Istambul para acompanhar desempenho dos "Gigantes"

    Foto: Solly Boussidan/Especial para Terra

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