Mundial Masculino de Basquete

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 MVP do Mundial, Durant diz que ainda não é "grande jogador"
13 de setembro de 2010 11h56 atualizado em 06 de outubro de 2010 às 13h08

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Durant vibrou muito com sua atuação na partida. Foto: Reuters

Kevin Durant foi destaque americano na Turquia
Foto: Reuters

Solly Boussidan
Direto de Istambul

Os Estados Unidos encerraram um hiato de 16 anos e se sagraram tetracampeões mundiais ao vencer o time da casa no Mundial Masculino de Basquete da Turquia. A última vitória americana havia ocorrido no Mundial do Canadá em 1994.

Os americanos lideraram toda a partida contra os anfitriões e encerraram o jogo com um placar de 81 a 64. O ala-pivô Kevin Durant foi o cestinha da partida com 28 tentos anotados. O jogador, apenas 21 anos de idade, também quebrou um recorde mundial durante a final ao acertar sete cestas de três pontos em uma única partida do torneio.

"Não sabia que quebrei um recorde", disse Durant, rindo ao ser informado pela imprensa de seu feito histórico. "Sabia que estava acertando um monte de cestas de três pontos, mas não sabia quantas. Meus companheiros de equipe ajudaram também, fazendo ótimas penetrações e me dando bons passes", completou.

Além de receber a medalha de ouro, Durant foi ainda eleito pela Federação Internacional de Basquete (Fiba) como o MVP (jogador de maior valor) do Mundial da Turquia. O americano, entretanto, minimizou sua atuação e disse precisar ainda desenvolver mais habilidades. "Tenho que melhorar meus rebotes e a minha defesa ainda para me tornar um grande jogador", disse.

Durant admitiu dificuldades em disputar um torneio internacional onde o estilo de jogo difere da NBA. "Foi difícil para mim no começo, até me adaptar ao jogo internacional. Seria impossível sem o apoio que tive de todo o time e do meu técnico. Estou feliz em poder voltar com a vitória para casa", explicou.

O fato de a Seleção Americana ser composta de atletas jovens havia gerado dúvidas sobre o time, que chegou desacreditado ao Mundial pela torcida americana e sob a costumeira impressão de que campeonatos internacionais são pouco relevantes para o basquetebol do país.

"Especialmente porque em casa duvidavam que pudéssemos ganhar, esta foi uma das principais motivações de todos nós. O que eu queria desde o primeiro dia era vir até aqui e ganhar o ouro. Estamos muito felizes com a vitória e espero poder continuar no futuro com o time americano", afirmou Durant.

O técnico do time dos EUA, Mike Krzyzewski, também chamado de "Coach K.", ressaltou o brilhantismo de Kevin Durant. "Kevin já estava em um patamar alto antes deste torneio, mas ele conseguiu se elevar ainda mais. Nas últimas cinco semanas ele aprendeu a ser um ótimo jogador internacional, o que vai ajudá-lo a ser um jogador ainda melhor na NBA", elogiou o treinador.

O técnico rebateu ainda as críticas de que os Estados Unidos não dão a devida importância a campeonatos internacionais. "Enquanto país, estamos tentando mostrar grande respeito em relação aos Mundiais. Talvez não tivéssemos esta atitude há dez anos. Estamos tentando aumentar o número de jogadores que podem participar de competições internacionais e passarmos a ter vários atletas disponíveis", afirmou.

"Eu particularmente amo o jogo internacional. Há jogadores e treinadores excelentes espalhados por todo o mundo e a oportunidade de jogar contra outros países é incrível", disse Krzyzewski, que além de campeão nacional e olímpico, sagra-se agora também campeão mundial.

"Tenho muita sorte em ter grandes jogadores. Este Mundial significa muito para nós por sermos um time tão jovem e não vencermos um Mundial desde 1994. Chegamos aqui sentindo que podíamos vencer", declarou o treinador.

"Coach K." discordou ao ser perguntado se considerava que os EUA dominavam o basquete internacional. "Não tenho certeza que somos realmente dominantes no basquete. Vocês assistiram ao final de nosso jogo contra o Brasil? Tivemos um jogo duro hoje. Não acho que dominamos a partida. Jogamos um pouco melhor que a Turquia. O time turco é a epítome do que ser um time significa. Tivemos de jogar uma ótima partida, caso contrário não conseguiríamos vencê-los", disse.

"Foi um Mundial incrível em uma cidade incrível. Nunca vi um país celebrar o basquete e sua Seleção com tanta alegria quanto a Turquia. Estamos especialmente felizes", concluiu o treinador.

Especial para Terra