Mundial 2006

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Quarta, 20 de setembro de 2006, 19h29  Atualizada às 20h15

Vitória sobre checas anima brasileiras

AFP

Janeth vibra no Ginásio do Ibirapuera
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O placar de 75 a 51 contra a República Checa nas quartas-de-final do Mundial de basquete foi uma surpresa para o Brasil, que ficou bastante empolgado com sua atuação no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, nesta quarta-feira.

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"Não esperava essa diferença de pontos. A República Checa é uma equipe forte, que vinha bem, estava credenciada para chegar ao título", disse o técnico Antônio Carlos Barbosa.

"Para mim, ganhar por meio ponto estava bom, por 24 então está bom demais," completou a respeito da vitória sobre as atuais campeãs européias.

A pivô Cintia concorda com o treinador. "Não esperava um placar tão dilatado. A gente entrou muito concentrada, foi excelente. Temos que jogar assim na semifinal."

Barbosa afirmou que a seleção brasileira foi bem tanto no ataque quanto na defesa. A equipe não esteve em situação complicada em nenhum ponto da partida, ditando o ritmo do jogo em todo o momento.

No início do segundo quarto, as brasileiras fizeram 16 pontos, enquanto as tchecas não pontuaram, após o empate em 19 a 19 no primeiro quarto.

"Marcamos de maneira agressiva, forçando que elas trabalhassem mais sem a bola. E no ataque variamos bem as jogadas", explicou o técnico brasileiro, que descarta, porém, uma acomodação da equipe. "Queremos mais, queremos o título. O espírito vencedor tem que ser exercitado diariamente. Quem quer ser campeão, tem que vender espírito de campeão", disse.

O Brasil voltou a ressaltar que está evoluindo no torneio, depois de estrear com uma vitória difícil, por apenas dois pontos, sobre a Argentina, e de perder para a Espanha, o que deixou a equipe em segundo lugar na primeira fase.

"Tivemos uma melhora jogo a jogo. Fizemos só um jogo ruim, que foi contra a Argentina. Estamos com um crédito extremamente positivo na competição", declarou Barbosa.

Na semifinal, quinta-feira, o Brasil enfrentará a Austrália, que venceu a França nas quartas-de-final. Na segunda fase, as australianas venceram o Brasil por uma diferença de nove pontos.

"A Austrália é mais veloz, tem uma pegada diferente. Mas é um jogo igual, temos feito jogos equilibrados contra a Austrália", disse Barbosa, acrescentando que os Estados Unidos, grande favorito ao título, não têm uma equipe "invencível".

A ala Iziane foi, mais uma vez, a maior pontuadora do Brasil, com 23 pontos. Em segundo lugar ficou Janeth, que torceu o tornozelo no jogo contra o Canadá, na segunda-feira, e não sentiu a lesão. Ela, que foi sorteada para o exame antidoping, foi a terceira brasileira que mais tempo ficou em quadra (30 minutos e 38 segundos).

"A Janeth tem uma condição física invejável. É uma menina muito forte, de uma resistência muito grande", disse Barbosa sobre a atleta de 37 anos.

"Sabíamos desde o começo que ela ia jogar. A Janeth é o nome do basquete brasileiro hoje. A experiência dela nos ajuda em quadra e ela é uma grande líder", declarou Iziane.

Reuters
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