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NBA

Lakers preparam despedida à altura do mito Kobe Bryant

Getty Images
13 abr 2016
06h12
atualizado às 10h07
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Kobe Bryant encerra nesta quarta-feira sua carreira dentro das quadras sem conseguir chegar neste ano aos playoffs devido à má campanha do Los Angeles Lakers, mas, mesmo longe de seu auge como jogador e com o time em baixa, lotou as arenas onde jogou nesta temporada e recebeu inúmeras homenagens, confirmando que, sem dúvidas, é um dos maiores astros da história do basquete.

Para o simples amante do esporte, os números dirão que Kobe diz adeus com cinco anéis da NBA (o jogador em atividade com mais títulos, junto com Tim Duncan), presença em 20 temporadas na liga (todas na mesma equipe) e em 18 edições do All Star Game, além de ter sido uma vez MVP de temporada regular (2008) e duas vezes MVP das finais (2009 e 2010).

As estatísticas também mostram que o ala-armador encerra sua trajetória com mais de 48,5 mil minutos em quadra (sexto na história da liga); mais de 33,5 mil pontos (terceiro no ranking), incluindo os 81 que marcou em 22 de janeiro de 2006 contra o Toronto Raptors e as 24 vezes em que fez pelo menos 50 pontos em uma partida, o que o deixa atrás apenas de Wilt Chamberlain (118) e Michael Jordan (31). Kobe também esteve nove vezes no quinteto defensivo do ano, e 11 vezes no melhor quinteto da NBA.

Mesmo assim, os números não mostram realmente a lacuna deixada por Kobe, para muitos uma versão rebelde de Michael Jordan, quase mimetizada quanto a destreza e plasticidade.

Aquele jovem esguio, mas com fome de bola, 13ª escolha do draft de 1996 pelo Charlotte Hornets, protagonizou alguns dos momentos mais eletrizantes da NBA nas últimas duas décadas. Brilhou vestindo tanto o número 8 quanto o 24, e deve fazer com que as duas camisas sejam aposentadas no ponto mais alto do Staples Center no futuro.

Nos últimos meses como jogador, ele deixou aos poucos a competitividade para mostrar seu lado mais humano e vulnerável, com acenos para a família e inclusive para alguns fãs durante os jogos.

Por tudo isso, a última homenagem que vem sendo preparada pelos Lakers promete emoções fortes.

"O jogo contra o Utah será um 'zirco', mistura de zoológico com circo", disse o vice-presidente de comunicações da franquia de Los Angeles e responsável por toda a logística que está sendo preparada no Staples Center, John Black, ao jornal "Los Angeles Times".

O baixista da banda Red Hot Chili Peppers, Flea, será o encarregado de interpretar o hino nacional dos Estados Unidos "ao estilo de Jimi Hendrix", segundo Black. Depois da apresentação das duas equipes, haverá um clipe em homenagem ao ala-armador.

Os Lakers planejam levar ao ginásio cerca de 30 ex-companheiros de time de Byrant, incluindo alguns já confirmados, como Shaquille O'Neal, Robert Horry, Rick Fox, Ron Harper, DJ Mbenga e Adam Morrison. Um encontro com credenciais talvez superiores às de uma final da NBA, na opinião do dirigente dos Lakers.

A franquia garante ter rejeitado centenas de pedidos de credenciais e divulgou que há 600 lugares disponíveis para jornalistas que cobrirão a despedida. "É algo sem precedentes para uma partida da temporada regular", destacou Black.

Kobe, que no futuro certamente entrará no Hall da Fama da NBA, recebeu diversos presentes provenientes das demais franquias da liga desde que anunciou, no final de novembro, a aposentadoria para o fim desta temporada.

Entre eles, alguns de caráter pessoal, como a camiseta que recebeu de seu instituto Lower Merion, da Filadélfia, e outros mais descontraídos, como uns óculos de leitura, um bastão, um casaco com seu apelido, 'Black Mamba', bordado em ouro, uma assinatura de um ano do Netflix e creme para hemorroidas, todos eles cortesia de amigos íntimos como Chris Paul, Dwyane Wade e Carmelo Anthony.

O Los Angeles Lakers entregará ao astro uma série de lembranças de maneira particular antes do ato final. Mas tudo que acontecer depois, até o último segundo do último jogo, será registrado por um número incontável de equipamentos.

O jogador pretende lançar um filme sobre sua 20ª temporada na NBA, e tudo que acontecer hoje terá um espaço especial nessa obra. Até cinco câmeras acompanharão cada um dos movimentos de Kobe desde o começo do dia. Pouco afeito a emoções, o ídolo terá em evitar as lágrimas seu último desafio na carreira.

 

EFE   

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