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 Flamengo prega paz e casa cheia para duelo decisivo da Liga
02 de junho de 2010 17h14

Líder do Flamengo, o ala Marcelinho quer a vitória sobre o Brasília para adiar a decisão. Foto: Alexandre Vidal/FotoBR/Divulgação

Líder do Flamengo, o ala Marcelinho quer a vitória sobre o Brasília para adiar a decisão
Foto: Alexandre Vidal/FotoBR/Divulgação

Os jogadores do Flamengo estão ansiosos para a quarta partida da final da Liga Nacional de Basquete (LNB) contra o Universo/Brasília, nesta quinta-feira. O time rubro-negro precisa da vitória para empatar a disputa em 2 a 2 e levar a decisão do campeonato para o quinto e último confronto e, por isso, a intenção do grupo é vencer e não se vingar dos lamentáveis incidentes que marcaram o último jogo entre as equipes.

O ala Marcelinho garante que as lembranças negativas da pancadaria generalizada no Ginásio Nilson Nelson já fazem parte do passado. Para os atuais bicampeões brasileiros, o único lugar de dar o troco aos adversários é dentro de quadra, jogando basquete e adiando a decisão para o próximo domingo, na cidade de Anápolis (GO).

"Aprendi na minha casa que revanche e vingança não levam a lugar nenhum. O Flamengo tem que fazer uma grande festa aqui e pensar apenas em jogar basquete. O jogo tem que ser decidido na bola e que vença o melhor. Espero que seja o Flamengo", afirmou Marcelinho.

O capitão rubro-negro disse ainda que é a hora do torcedor do Flamengo mostrar sua força e pressionar o adversário, mas sem usar de violência e dando exemplo de comportamento. "O que aconteceu lá não teve nada a ver com os jogadores do Brasília, que não foram desleais com a gente em nenhum momento. O que não pode ter é inversão de responsabilidade. Não teve segurança e a quadra estava cheia de gente, quando o regulamento diz que só pode entrar nela pessoas autorizadas e que fazem parte do espetáculo", explicou Marcelinho.

O esquema de segurança foi reforçado na HSBC Arena, no Rio de Janeiro, onde acontecerá o confronto. No total, serão 150 seguranças do ginásio, que contarão ainda com o reforço de 50 homens do GEPE (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios) e 20 policiais do 31º Batalhão da Polícia Militar.

Com quatro pontos no supercílio esquerdo, resultado de uma lata cheia, arremessada por um torcedor que estava na arquibancada do ginásio Nílson Nelson, o pivô Wagner garante que o triste episódio ocorrido em Brasília já ficou para trás. Segundo ele, o único objetivo dos jogadores do Flamengo é vencer a partida em quadra e levar a decisão para o quinto jogo.

"Ninguém aqui vai alimentar o que aconteceu em Brasília. Eu não agredi ninguém, mas, infelizmente, fui atingido por uma lata cheia de cerveja e estou com o olho roxo. Mas isso já passou e não temos como voltar atrás. Nosso clima é de final, sim, mas só estamos pensando em jogar basquete, vencer esse jogo e conquistarmos o tricampeonato no jogo seguinte", afirmou o pivô.

Redação Terra