Campeão espanhol pelo Caja Laboral, ao lado de Tiago Splitter, em cima do Barcelona, o armador Marcelinho Huertas vem se destacando cada vez mais no cenário mundial de basquete e na Seleção Brasileira. Ele tem a missão de organizar a equipe e distribuir as jogadas entre Leandrinho, Anderson Varejão, Nenê, Tiago Splitter, entre outros.
Com alguns desfalques no Mundial, que será disputado na Turquia, a partir de 26/08, como Pau Gasol (Espanha), Manu Ginóbili (Argentina) e sem os Estados Unidos contarem com nenhum atleta que foi às Olímpiadas de Pequim-2008, Huertas enxerga uma boa possibilidade de o Brasil subir ao pódio.
"Eu concordo com a possibilidade de medalha, mas não podemos desprezar ninguém e muitas seleções são muito fortes sem ter seus principais jogadores. Além do que muitas seleções possuem um elenco muito forte, como Grécia e a dona da casa, a Turquia", disse o jogador em entrevista ao TerraTV, nesta quarta-feira.
Mesmo pregando respeito às outras equipes, o armador não teme nenhuma equipe e deixa bem claro que o Brasil pode jogar de igual para igual com qualquer um.
"Não podemos temer ninguém pois podemos ganhar de qualquer seleção que vai ao Mundial. Até mesmo em 2006, em que não fizemos uma boa campanha, perdemos um amistoso para uma equipe dos EUA muito mais qualificada do que esta que irá a Turquia", afirmou.
Sobre as mudanças de 2006 - o Brasil terminou apenas na 19ª posição, no Mundial disputado no Japão - para cá, Huertas falou sobre a experiência que os jogadores adquiriram em seus clubes.
"A maior mudança foi a maturidade de todos, pois são quatro anos a mais na carreira de cada um e a maneira de jogar muda muito. Em 2006 não conseguíamos jogar o basquete correto, pois na Seleção temos que abrir mão de muitas coisas e trabalhar em prol do grupo, deixando o individual de lado", declarou o jogador que ainda citou o modelo europeu, em que há menos "correria", como boa opção para o Brasil no Mundial.
Nos últimos anos, Huertas foi o armador titular da Seleção Brasileira, sem ter um reserva e muitas vezes ficou sobrecarregado na função, porém isso não incomoda o jogador.
"É importante que quem vier esteja preparado e tenho certeza que vai estar. O Rúben (Magnano, técnico da Seleção) está de olho nos jogadores que estão disputando o Sulamericano e temos também o Raulzinho, que me lembra o Ricky Rúbio (revelação espanola) e vai estar na Seleção nos próximos anos e até pode estar já neste Mundial", disse.
Marcelinho classificou os treinamentos realizados pelo técnico argentino Rúben Magnano como "puxados", mas rechaçou sua fama de durão.
"Acho que é mais fama, ele é mais exigente que os outros, mas bravo não é a característica dele e o que ele fez com a Argentina (Magnano foi o técnico campeão olímpico em 2004) foi fantástico e espero que ele possa repetir com o Brasil neste Mundial", concluiu.
Sobre os momentos de descontração Huertas deixou bem claro quem é o mais brincalhão elenco brasileiro.
"Varejão é o "palhaço" do grupo, ele fica o dia inteiro brincando com todo mundo", brincou o jogador.
A Seleção segue se preparando no Rio de Janeiro e a partir de cinco de agosto embarca para uma série de torneios amistosos que servirão de preparação para o Mundial da Turquia, em que o Brasil está no Grupo B, ao lado de Estados Unidos, Croácia, Eslovênia, Irã e Tunísia.
- Redação Terra









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