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Radialistas são suspensos por ironia a jogadora transsexual de basquete

7 jan 2013
10h53
atualizado às 15h50
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O retorno da transsexual Gabrielle Ludwig à liga universitária americana feminina de basquete criou polêmica no país. A jogadora do Mission College, 50 anos, foi ironizada por uma dupla de comentaristas de uma emissora de rádio local, filiada à rede ESPN .

Gabrielle Ludwig, 50 anos, defende o Mission College
Gabrielle Ludwig, 50 anos, defende o Mission College
Foto: AP

Conforme publica o jornal americano USA Today , os profissionais em questão, Andy Pollin e Steve Czaban, foram suspensos pela rádio. A emissora alegou que os comentaristas “passaram do limite” e seriam “temporariamente removidos” do ar após mostrarem “uma intolerância e insensibilidade que nunca serão toleradas nesta estação”.

Engenheira de sistemas, Gabrielle nasceu sob o nome de Robert Ludwig e realizou uma cirurgia para mudança de sexo em julho passado. A entrada no Mission College, em Santa Clara, na Califórnia, representou uma volta à liga universitária para ela, que já havia competido no basquete universitário em 1980 – como um homem.

A polêmica começou quando os comentaristas, entre outras atitudes, referiam-se a Gabrielle como “ele” ou “ela”, afirmando ao final que “o termo politicamente correto é 'isto'” – ou “it”, no original em inglês. Os profissionais ainda fizeram graça dos bíceps e das tatuagens da jogadora. Czaban disse também que “o que quer que você faça para acabar com sua ânsia interior e para sufocar aqueles demônios interiores, tudo bem. Mas não vá jogar esportes depois. E não vá jogar esportes dizendo ‘tenho os mesmos direitos de todos os demais’”.

Os radialistas chegaram a divulgar um pedido de desculpas depois dos comentários; mesmo assim, foram suspensos. A reestreia da atleta na liga do junior college ocorreu no início do último mês de dezembro.

Gabrielle Ludwig teve um período bastante atribulado na vida, que incluiu dois casamentos fracassados e uma tentativa de suicídio. Veterana do Exército, a engenheira tem três filhas, nasceu na Alemanha com o nome de Robert John Ludwig e jamais conheceu o pai. Ela seguiu sua mãe, Elfie, e o militar pelo qual ela se apaixonou, Al, quando eles se mudaram para os Estados Unidos.

Fonte: Terra

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