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Torcida dá show, Flamengo vence Uberlândia e é bicampeão do NBB

1 jun 2013
11h46
atualizado às 11h57

Depois de quatro anos, o Flamengo volta a ser o dono do Brasil no basquete. Na manhã deste sábado, na HSBC Arena, no Rio de Janeiro, o Rubro-Negro venceu o Uberlândia por 77 a 70 para ficar com o bicampeonato do NBB. Antes, havia conquistado o título da temporada 2008/09.

Melhor jogador do campeonato (MVP) e cestinha do torneio, o ala Marquinhos contribuiu com 16 pontos.

Centro da polêmica por causa do julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Basquete (STJDB), o pivô Caio Torres foi o cestinha, com 23 pontos. De quebra, fez um duplo-duplo ao pegar 10 rebotes.

O jogador, que só foi liberado para a decisão a dois dias da partida, acabou sendo decisivo.

A torcida também deu show. Os 16.364 torcedores não pararam de cantar por um instante. Os rubro-negros contaram ainda com a presença dos ídolos Zico e Júnior, e homenagens ao craque Oscar foram prestadas - ele luta contra um câncer no cérebro.

Invicto fora de casa nos playoffs, o Uberlândia sucumbiu. Com seu maior destaque no torneio, o americano Robert Day, apagado, o time não conseguiu fazer frente ao Fla no segundo período. O atleta que concorria ao prêmio de MVP terminou com apenas oito pontos.

O maior pontuador da equipe mineira foi Gruber, com 20 pontos.

O JOGO

Os primeiros pontos do jogo já foram para levantar a torcida que tomou a HSBC Arena. Em um rápido contra-ataque, Marquinhos enterrou e fez o ginásio explodir.

Sem poder contar com o Vitor Benite, com uma lesão na coxa direita, o técnico do Fla, José Neto, escolheu o paraguaio Zanotti como seu substituto e deixou Duda no banco.

O time do Uberlândia começou o jogo nervoso e errando tudo o que tentava no ataque. O único que não sentiu o peso da decisão foi o ala-pivô Gruber.

Solto em quadra, ele acertava praticamente tudo que tentava. Só no primeiro quarto, anotou 11 pontos, sendo nove deles em arremesso de três.

Mas com seus companheiros, sem acompanhar o ritmo, o Flamengo se aproveitou para abrir uma boa diferença no marcador. A cerca de 5m para o fim do primeiro quarto, colocou 11 de frente ao fazer 18 a 7.

Uberlândia, que acertou apenas um arremesso de dois em 11 tentados ao longo de todo o período, tinha dificuldades para encostar.

Assim, o Rubro-Negro fechou o quarto inicial vencendo por 21 a 15 após o armador Kojo fazer três pontos, decorrentes de uma cesta e um lance livre de bonificação.

No segundo quarto, Uberlândia foi se acertando aos poucos e consgeuiu reagir, amparado na belíssima atuação de Gruber. A sete minutos do intervalo, ele já havia feito 18 pontos. Porém cometeu três faltas e teve de ser substituído.

A 5m33 do fim, depois de muito remar, o time mineiro conseguiu a igualdade em 27 a 27 e pôs fogo na partida.

Ainda assim, o Flamengo seguiu no controle do placar. Porém, no último lance do segundo quarto, o americano Robert Day, que estava zerado, acertou um arremesso de três e fez seu time ir para o intervalo vencendo por 34 a 33.

O detalhe é que esta foi a primeira liderança dos mineiros desde que haviam feito 3 a 2 logo no início da partida.

Logo na volta, Uberlândia impôs sua maior vantagem no jogo: 36 a 33 após o pivô Léo enterrar.

No ataque seguinte, porém, Kojo acertou um arremesso de três. E foi este fundamento do Fla que mais funcionou no período. Foram 12 pontos provenientes dos chutes de longa distância. Até então havia errado todas as tentativas.

Graças a isso e a uma nova oscilação dos mineiros, o Fla entrou no quarto decisivo vencendo por 58 a 49.

Com Caio Torres inspirado, o Flamengo seguiu controlando o marcador. O mais perto que Uberlândia conseguiu chegar foi a seis pontos de distância.

Com 4m40 para o fim, o Rubro-Negro voltou a abrir 11, após Marquinhos anotar seis pontos (69 a 58) de forma consecutiva. Hélio Rubens parou o jogom, tentando dar a última injeção de ânimo no seu time, mas a pausa não surtiu efeito.

Com a massa incendiada, o Rubro-Negro só precisou administrar a vantagem para ficar com o bicampeonato do NBB.

A 1m53 do fim, vieram os gritos de olé. Mais 30 segundos se passaram até ecoar o grito de campeão.

Fonte: Lancepress! Lancepress!
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