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KEVIN LOVE, UM CRAQUE “LOW PROFILE” | Blog do Sormani
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KEVIN LOVE, UM CRAQUE “LOW PROFILE”

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O duelo contra Zach Randolph foi tranquilo. Mas diante de Kevin Love, um jogador com muitos predicados a mais do que Z-Bo, esse pugna foi inglória. Anderson Varejão bem que tentou, mas Love é hoje um dos melhores grandalhões da NBA.

Varejão pegou 14 rebotes, mantendo com isso o duplo dígito nos ressaltos, ampliando agora para 11 partidas seguidas. Mas na pontuação, o capixaba teve muitas dificuldades diante de Love.

O ala-pivô do Minnesota dificultou o trabalho de Andy (foto AP abaixo) e ele anotou só quatro pontos na contenda, frutos de um aproveitamento muito ruim de 2-10. Com isso, viu sua sequência de “doubles-doubles”, que já durava dez partidas, ir para o espaço.

Love, que passou o primeiro mês do lado de fora recuperando-se de uma fratura na mão, em contrapartida, teve um excelente desempenho. Se pegou 13 rebotes (seis no ataque contra quatro de Varejão), um a menos do que o brasileiro, anotou espetaculares 36 pontos.

Como disse acima, Love é um dos melhores grandalhões da NBA. O Lakers o cobiçou há algum tempo, antes de contratar Dwight Howard — um contrato de risco, diga-se, pois até o momento D12 não garantiu que vai renovar com o time angelino. Pode, ao final desta temporada, se mandar pra onde quiser, pois ele é “free-agent”.

Agora com Howard, a presença de Love no Lakers seria conflitante. Os dois jogam no mesmo espaço da quadra, no garrafão, muito embora Love tenha adoração pelos chutes de três.

Com Dwight no time, o que o Lakers precisa é se livrar de Pau Gasol — que também joga no mesmo espaço de D12 — e pegar um ala de força que goste de jogar aberto. Exemplos: Amar’e Stoudemire e principalmente Andrea Bargnani, que é tão eficiente nas bolas de três como Kevin Love, mas que não se importa em ficar acumulando ressaltos.

Por isso, eu não entendi quando o Toronto ofereceu Bargnani, José Calderón e Linas Kleiza por Gasol e o Lakers disse não. Por que não?

O time californiano ficaria com Bargnani, que se enquadra ao estilo de D12, Calderón, um armador espanhol que seria de grande valia para Steve Nash e agora, sem ele, assumiria a titularidade do time de LA com muito mais categoria do que Chris Duhon, e Kleiza, vindo do banco, igualmente ajudaria.

Mas vamos voltar a falar de Kevin Love. Com seu retorno, o Wolves começa a engrenar. Assumiu o oitavo posto no Oeste, com uma campanha de 9-9. Dos últimos seis jogos, venceu quatro.

E Love tem médias espetaculares: 21,2 pontos e 14,2 rebotes. Se formos confrontar esses números com o seu desempenho ao longo dos quatro anos na NBA, a gente vê como o cara melhorou: Love tem 17,4 pontos e 12,1 rebotes de média ao longo da curta carreira no profissionalismo.

Quando começou a jogar bola, pela Lake Oswego High School, no Oregon, Love bateu o recorde de pontos da escola ao anotar 2.628 tentos ao longo dos quatro anos em que jogou basquete e estudou por lá.

Com números tão expressivos, Love foi recrutado por UCLA (Universidade da Califórnia de Los Angeles). Aliás, se você não sabe, Love nasceu em Los Angeles, mais exatamente em Santa Monica.

Você que gosta de música, que se amarra em surfe, conhece os Beach Boys. Love é sobrinho de Mike Love, um dos cinco membros da banda que foi criada no subúrbio de Hawthorne, Los Angeles. Mike, aliás (assim como Kevin) é primo de Carl Wilson.

Mas a família de Love acabou mudando-se para Lake Oswego, quando o ala de força do Minnesota ainda era um pirralho. Se você não sabe, o Oregon faz divisa com a Califórnia, mas Lake Oswego fica lá no norte, quase no estado de Washington, onde fica Seattle.

Com tanta qualidade em quadra, UCLA, como disse, acabou recrutando o garoto, dando-lhe bolsa de estudos para que ele defende-se as cores do Bruins, apelido de UCLA.

Mas Kevin ficou apenas uma temporada em Los Angeles: 2007-08. Seu números: 17,5 pontos e 10,6 rebotes.

Mas muito mais do que seus números, o que impressionou os olheiros da NBA foi seu QI de basquete: elevadíssimo.

Por conta disso, foi a quinta escolha do NBA Draft de 2008. Foi recrutado, na verdade, pelo Memphis, que o repassou para o Minnesota, que mandou para o Grizzlies O.J. Mayo. Outros jogadores foram envolvidos na troca, mas não vale mencionar para não confundir a cabeça da rapaziada.

Na época, muita gente criticou a troca. Com o passar do tempo, concluiu-se que o gerente geral da equipe, Kevin McHale, hoje treinador do Houston, acertou em cheio ao fazer a troca.

Mesmo McHale que recrutou Kevin Garnett e o transformou no maior jogador na história da jovem franquia da NBA. Depois de 12 temporadas com a camisa do Wolves, KG foi para o Boston. A torcida em Minneapolis ficou depremida.

Mas Kevin Love chegou e depois de duas temporadas levou os fãs ao estado de euforia. O cara, de fato, joga muita bola. Não à toa é membro permanente da seleção dos EUA. Foi campeão no Mundial da Turquia, em 2010, e amealhou o ouro olímpico em agosto passado, em Londres.

Volto a dizer: o cara joga muita bola. Mas é um craque silencioso. Não precisa ficar pendurado em aros e nem ficar gritando depois de uma temporada. Seu estilo “low profile” impede-o de comportar-se assim.

 

Fábio Sormani Fábio Sormani

Fábio Sormani

Fábio Sormani trabalhou na Placar, Folha de S.Paulo, TVs Record, Bandeirantes, ESPN Brasil, SporTV, BandSports, e rádios Bandeirantes e Jovem Pan. Atualmente trabalha para a Fox Sports Brasil.



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