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MIAMI VOLTA A PERDER E O GOLDEN STATE FAZ MELHOR INÍCIO DE TEMPORADA DESDE 1980 | Blog do Sormani
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MIAMI VOLTA A PERDER E O GOLDEN STATE FAZ MELHOR INÍCIO DE TEMPORADA DESDE 1980

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Meus amigos: hoje é domingo, o ano está se findando. O peso do cansaço é grande demais nesta altura do campeonato.

Portanto, estou pra pouca conversa.

Pra não dizer que não fui atencioso com vocês, queria dizer algumas coisas; coisas miúdas.

Vamos a elas…

O Miami voltou a perder. Desta vez com Dwyane Wade. Portanto, com os Três Magníficos em quadra. Perdeu para o Milwaukee (104-85), que é um time arrumadinho, mas que carece de um armador mais inteligente do que Brandon Jennings. Se tivesse esse jogador, o Bucks daria muito trabalho. Como não tem, dá pouco trabalho.

Ontem foi desses dias: deu trabalho. E sabem por quê? Porque Jennings (foto Reuters) jogou bem e com inteligência. Foram 25 pontos, sete assistências e quatro roubos de bola.

Mas desse time do Milwaukee, eu tenho gostado de Larry Sanders. Falei dele dia desses. Volto a mencioná-lo agora: 16 pontos, 11 rebotes e quatro tocos. Sanders é um pivô segundanista que vem crescendo a um ritmo bem interessante e que pode transformá-lo rapidamente em um dos destaques da NBA. Tem 2,11m e pesa apenas 107 quilos. Ou seja: grande e ágil.

Quanto ao Heat, novamente LeBron James fez sua parte: 26 pontos, sete assistências e seis rebotes. Fez 20 ou mais pontos em todos os 28 cotejos desta temporada. D-Wade fez 24 pontos. Chris Bosh, se ajudou pouco nos pontos (12), foi de grande valia nos rebotes (16).

O que matou o Miami foi o pessoal do banco: apenas 15 pontos.

O time do sul da Flórida perdeu seu segundo jogo consecutivo. Na sexta-feira, havia sido derrotado pelo Pistons, em Detroit.

Amanhã, às 20h de Brasília, pega o Orlando, na terra do Mickey Mouse. Erik Spoelstra, técnico do Miami, disse que o time não está sabendo jogar fora de casa. O recorde dá-lhe razão: 6-6.

E se perder novamente? Eu digo: nada demais.

Nos dois campeonatos anteriores, o Heat entrou em parafuso na temporada regular, alguns jogadores choraram no vestiário, mas ele acabou vencendo a conferência.

No primeiro ano, perdeu a final da NBA para o Dallas; no segundo, bateu o Oklahoma City e foi campeão da liga.    

Portanto, mesmo que venha acumular mais algumas derrotas, o que eu posso dizer para os torcedores do Miami é: relaxem; não há motivo para entrar em pânico.

Finalmente, quero destacar o Golden State: o time bateu ontem o Boston, em casa, por 101-83 e chegou a um recorde de 21-10. Se você não sabe, este é o melhor início de temporada do Warriors desde 1980.

Acumula três vitórias consecutivas. Dos últimos 14 jogos, perdeu apenas três.

“O que há mais para se dizer?”, perguntou David Lee. Ele respondeu: “Feliz Ano Novo!”.

O que ele quis dizer com isso? Talvez: vamos celebrar!

O GSW tem um recorde de 12-4 neste mês de dezembro (na foto AP o armador Stephen Curry). Seu treinador, Mark Jackson, deve ser eleito o melhor da Conferência Oeste. Foi assim com Avery Johnson no mês passado, quando fez 11-4.

Mas que o desempenho não pare por aí.

Avery, em dezembro, fez uma campanha de 3-10 e foi corretamente demitido do cargo, ele que em pouco mais de duas temporadas com o Brooklyn (Deron Williams, Brook Lopez, Gerald Wallace, Kris Humphries e agora com Joe Johnson) teve um desempenho de 60-116 (34,1%).

Portanto, Jackson que trate de manter a regularidade, caso contrário ficará na corda bamba.

A NBA é hoje uma liga de entretenimento, basicamente. Claro que é uma liga esportiva, onde há competição. Mas todos estão lá para ganhar dinheiro. Ninguém quer vê-lo desaparecer ralo abaixo.

E quem paga (seja ao vivo ou pela TV ou internet) quer ver espetáculo. Time meia-boca, que não joga bem e não dá espetáculo, não interessa. A NBA é a reunião de times como os Globetrotters, mas com competição, que se exibem dentro das regras do basquete e que colocam o mundo no bolso quando se depara com ele.

Como ninguém é perfeito, há vacilos e quedas de rendimentos, que culminam com perdas de campeonatos mundiais e ouros olímpicos. Mas o curso é rapidamente refeito e os EUA (atualmente a NBA) voltam a ganhar.

Lógico que as franquias sabem perfeitamente que apenas um entre os 30 participantes ganhará o campeonato. Portanto, quem não vence tem consciência de que o mundo não vai acabar.

Mas o que não pode é ter time competitivo nas mãos e não conseguir transformá-lo em contendor e dar espetáculo. Esse foi o grande pecado de Avery Johnson, um treinador bem meia-boca, que teve seus 15 minutos de fama quando foi eleito técnico do ano em 2006, mesma temporada em que perdeu a final para o Miami.

Jackson é jovem no cargo. Vai contar com a tolerância da franquia e, por isso mesmo, vai poder derrapar às vezes. Mas haverá um limite.

O GSW mudou de dono recentemente e quem o comprou não quer saber de ver o dinheiro desaparecendo no ralo. Portanto, que se mantenha o desempenho para que na próxima temporada o time possa alçar voos mais altos.

Quem sabe uma final de conferência?

Não vai ser fácil, pois a turma do Oeste é da pesada. Tem Clippers, Oklahoma City, San Antonio, Memphis… Muita gente poderosa. E veja que eu não coloquei o Lakers na lista, mas ele pode entrar; mas, sinceramente, não sei se entra.

Mas isso a gente pode falar mais pra frente. Por hoje é só. Como disse, não estou pra muita conversa. E acho que até falei demais da conta.
 

Fábio Sormani Fábio Sormani

Fábio Sormani

Fábio Sormani trabalhou na Placar, Folha de S.Paulo, TVs Record, Bandeirantes, ESPN Brasil, SporTV, BandSports, e rádios Bandeirantes e Jovem Pan. Atualmente trabalha para a Fox Sports Brasil.



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