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INDIANA: UM TIME QUE TEM PRA ONDE CRESCER, MAS HÁ QUE SE TER CAUTELA | Blog do Sormani
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INDIANA: UM TIME QUE TEM PRA ONDE CRESCER, MAS HÁ QUE SE TER CAUTELA

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Há times na NBA que você não pode decretar isso ou aquilo por conta de um ou outro jogo. Não é porque enfileiram derrotas ou perdem de maneira acachapante que estão num buraco ou perdido num mar sem fim.

Exemplos? San Antonio, Oklahoma City e Miami. Lakers? Time em formação que ainda não deu liga. Vamos deixá-lo de fora desta análise.

Quero falar do Miami.

O time perdeu ontem novamente para o Indiana nesta temporada. O Pacers, diga-se, juntou-se ao New York como os dois únicos a bater o Heat duas vezes neste torneio que está próximo de atingir a sua metade.

Leio análises na internet enaltecendo o feito do Indiana na vitória de ontem à noite por 102-89 (na foto Reuters, David West tenta driblar Chris Bosh). Tem que ser enaltecido mesmo, mas dizer que o Miami não está sabendo jogar contra o Pacers, sei não, acho um pouco exagerado.

O Heat é um time pronto. Conhece o caminho das pedras. É o atual bicampeão do Leste e o atual campeão da liga. Está acostumado aos jogos decisivos. E com as pressões também.

Quando desafiado, agiganta-se. Portanto, vamos com calma em relação ao Miami.

Quero falar agora do feito do Indiana, um time que amadurece. Mas quanto amadurece?

Se formos levar em conta o retrospecto da equipe diante dos gigantes das duas conferências, o Indiana somou apenas cinco vitórias: duas diante do Miami, uma frente ao Chicago, outra contra o New York e apenas uma nos confrontos frente aos poderosos do Oeste: bateu o Memphis.

Em contrapartida, perdeu 12 jogos para San Antonio (duas vezes), Denver (também duas vezes), Atlanta (duas vezes), Golden State, NYK, Portland, Oklahoma City, Boston e Brooklyn.

Desta forma, fico espantado quando leio relatos do jogo de ontem enaltecendo a defesa do Indiana, que ela é isso ou aquilo porque segurou o Miami abaixo dos cem pontos duas vezes (no primeiro confronto, permitiu apenas 77 pontos ao Heat) e que seu ataque é isso ou aquilo porque marcou 102 pontos no time do sul da Flórida. Acho pouco, pelo que mostrei nos retrospectos contra os grandes desta temporada.

O Indiana precisa de mais vitórias desse tipo para entrar no rol dos contendores.

Como disse acima, o torneio ainda não chegou à sua metade. O Indiana, no entanto, tem pra onde crescer, pois Danny Granger, seu principal jogador, ainda não jogou esta temporada. Está se recuperando de lesão no joelho. Os prognósticos falam em retorno antes do “All-Star Game”.

Mas eu pergunto: será que Granger não vai impactar negativamente o jogo de Paul George? Será que ele não vai subtrair os feitos de George nesta temporada? George, venho dizendo, tem que ser eleito o Most Improved Player desta temporada pelo que mostrou até o momento.

Essa, pois, é uma questão que a gente vai ter que esperar para responder. Se Frank Vogel, o treinador, conseguir acomodar o jogo dos dois sem que um não afete o do outro, o Indiana, seguramente, terá que ser olhado com muito respeito.

E se Granger e George combinarem em quadra como Dwyane Wade e LeBron James combinam no Miami, certamente outras vitórias exuberantes — como a de ontem — vão aparecer.

Enquanto isso não acontece, sigo no aguardo — mas com boa expectativa. Sim, pois considero Vogel uma grande revelação como treinador.

COY

Por falar em treinador, tem gente apostando em Mark Jackson para Coach of the Year. O treinador arrumou o Golden State, o time que é uma sensação nesta temporada, pois ocupa a quinta colocação no Oeste, com um recorde de 29-17 (63,0%).

Na temporada passada, ficou em 13º lugar no Oeste com uma campanha de 23-43 (34,8%). Foi o 24º no geral.

Mark Jackson COY desta temporada. Não seria má ideia.

Gostei.

RESERVA

Já que elegi Paul George como MIP e Mark Jackson como COY, estou de olho em outro jogador para ser eleito o melhor reserva desta temporada: Nate Robinson.

O baixinho voador terá em J.R. Smith e Jamal Crawford dois grande concorrentes. Mas ele tem méritos pelo fato de que seu treinador, Tom Thibodeau, nunca foi apreciador de seu basquete. Corre por fora, ao contrário dos dois outros pretendentes.

Thibs recebeu o jogador e o recado da direção da franquia: é o que tem.

Thibs prefere descaradamente Kirk Hinrich por conta dessas frescuras de defesa, organizar jogo etc e tal. Mas Nate é decisivo; muito mais do que Hinrich.

Nos números, o baixinho voador tem 11,3 pontos, 3,8 assistências e 1,02 roubo de bola por partida. Capitão Kirk tem o seguinte: 7,0 pontos, 5,2 assistências e 0,93 desarme por contenda.

Mesmo com números melhores, Nate fica em quadra exatos 22 minutos, enquanto Kirk joga 28,3.

Na derrota de ontem do Chicago para o Brooklyn, em Nova York (93-89), Robinson saiu como titular, pois Capitão Kirk estava machucado no ombro e não jogou, assim como Carlos Boozer e Joakim Noah,. Robinson anotou 12 pontos e deu 11 assistências.

Sou mais Nate Robinson em relação a Kirk Hinrich. E digo mais: no momento, ele joga mais do que Jamal e J.R.

É forte candidato ao troféu de melhor reserva da temporada.

PRÊMIOS

Mark Jackson: Coach of the Year; Paul George: Most Improved Player; Nate Robinson: Sixth Man of the Year. Isso até o momento.

Como disse, o campeonato ainda não chegou a sua metade. Portanto, muita coisa ainda pode acontecer.

OUTROS JOGOS

Rudy Gay estreou no Toronto. E em grande estilo. Os canadenses passaram por cima do Clippers: 98-73. É certo que Chris Paul, uma vez mais, não jogou. Mas não era para tanto. Gay veio do banco, jogou 33 minutos e anotou 20 pontos… Ed Davis e Austin Daye também estrearam no Memphis, que bateu o Toronto, em casa, por 85-76. Os dois pouco jogaram: cinco minutos apenas. Davis (ex-Toronto) fez dois pontos e Daye (ex-Detroit) só um. Nenê Hilário anotou 14 pontos… Por falar em brasuca, o Boston de Leandrinho Barbosa e agora também de Fabrício Melo venceu o Orlando por 97-74. LB marcou 12 pontos e quatro assistências. E Melo, dada a facilidade da contenda, entrou no finalzinho da partida: jogou pouco menos de três minutos. Fez um desarme. Foi o debute do mineiro na NBA. Finalmente, o Lakers: venceu o Minnesota fora de casa por 111-100. Kobe Bryant continua jogando para o time e, consequentemente, para ele também: 17 pontos (4-13), 12 rebotes e oito assistências. A continuar assim, daqui a pouco ele faz um “triple-double”. Pau Gasol saiu como titular (Dwight Howard sentiu novamente fortes dores no ombro) e anotou 22 pontos, 12 rebotes e três tocos. Ótima vitória; agora o retrospecto é de 4-1 desde que Kobe mudou seu estilo de jogo.
 

Fábio Sormani Fábio Sormani

Fábio Sormani

Fábio Sormani trabalhou na Placar, Folha de S.Paulo, TVs Record, Bandeirantes, ESPN Brasil, SporTV, BandSports, e rádios Bandeirantes e Jovem Pan. Atualmente trabalha para a Fox Sports Brasil.



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