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IT’S A MACHINE! (TOM THIBODEAU SOBRE O SAN ANTONIO) | Blog do Sormani
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IT’S A MACHINE! (TOM THIBODEAU SOBRE O SAN ANTONIO)

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“It’s a machine!”

Estas foram as primeiras palavras do técnico Tom Thibodeau quando ele começou sua coletiva depois da derrota de ontem do seu Chicago para o San Antonio, dentro de seu United Center.

Exagero de Thibs? Nem um pouco. Mesmo sem contar com os Três Tenores e com Stephen Jackson, o SAS deu um sacode no Chicago por 103-89. Tim Duncan e Manu Ginobili, dois dos Tenores, não iam jogar mesmo, mas, surpreendentemente, Tony Parker também ficou do lado de fora. Motivo: inchaço no joelho.

Esperava-se, por conta disso, obviamente, uma vitória do Bulls, que entrou em quadra desfalcado apenas de Kirk Hinrich, com problemas no ombro. Não vou falar em Derrick Rose, pois ele não jogou ainda esta temporada e, portanto, não pode ser computado como desfalque.

Mesmo com todas adversidades possíveis, o SAS venceu. E não é que venceu na última bola, com dificuldades. Ao contrário: como disse acima, os texanos deram um sacode na rapaziada da cidade dos ventos.

Kawhi Leonard e Danny Green tomaram o controle do time e o levaram à vitória. Kawhi fez 26 pontos, recorde da carreira, e Green, produto de North Carolina, contribuiu com 18. Além disso, os dois fizeram o que tanto gostam de fazer: defenderam; especialmente Leonard, que fez um excelente trabalho em cima de Luol Deng, concedendo ao adversário a marcação de apenas 11 pontos.

A defesa é a base do trabalho do San Antonio. Gregg Popovich, o treinador, passa horas a fio bebendo vinho e estudando defesas. E conversando com amigos sobre defesa. Poderia passar dias falando sobre defesa com Tom Thibodeau, técnico do Chicago. Os dois são alucinados por defesa.

Mas claro que não é apenas isso. Popovich, quando está acompanhando por uma taça de vinho e tem a seu lado, em sua residência ou em um restaurante seu comandado francês, Popovich fala de política. Pop e Parker adoram falar de política.

Mas se a companhia for Manu Ginobili, o assunto é basquete. O argentino me chama a atenção sempre que está do lado de fora. Nos pedidos de tempo, Timmy, por exemplo, não sai do lugar. Manu, ao contrário, une-se aos jogadores e fica prestando atenção no que Pop risca em sua prancheta e no que ele diz aos jogadores.

Está na cara que Manu vai se tornar treinador. Só não o será se não quiser. Mas se quiser, imagino eu, será na NBA e não fora dela. Europa? É, pode ser. Argentina? Acho difícil, dada a precariedade do torneio local, que não conta com suas principais estrelas, que estão esparramadas por EUA e Europa.

Mas isso é futuro. Talvez Parker se torne presidente da França e Manu técnico do San Antonio, em substituição a Popovich. A gente não sabe. Eu estou apenas divagando nesta terça-feira carnavalesca, que pra mim nada tem de Carnaval, pois não sou homem ligado nesse tipo de festa.

A minha é outra. É basquete.

Por isso, foi prazeroso ver o San Antonio jogar ontem e aniquilar da maneira que aniquilou o Chicago. Foi uma aula de basquete. Defesa sólida, contra-ataques precisos e o ataque, quando no cinco contra cinco, foi igualmente cirúrgico.

E olha que o San Antonio pegou o Chicago, um time dirigido por um técnico que, assim como Pop, passa horas a fio falando e estudando defesa, como vimos acima. Mas a defesa chicaguense não funcionou ontem. Deu no que deu.

Aliás, não foi surpresa alguma a derrota do Bulls em seu United Center. O time tem um recorde melhor fora do que dentro de casa: 15-9 contra 15-12.

E quando pega adversários do Oeste bem armados, quase sempre perde. Há exceções, obviamente, como as vitórias diante do Miami, que é do Leste, mas é um dos melhores times da liga no momento.

O Chicago não é um time competitivo como foi no passado. Já disse, mas vale lembrar: D-Rose está fora e o banco de reservas foi destruído, pois o time perdeu nada menos do que seis jogadores que entravam durante o jogo e não deixavam a peteca cair.

Ontem, com um banco diferente, ela caiu. Não foi novidade.

(Pra justificar a foto AP acima, Tiago Splitter, que disputa um rebote com Joakim Noah, marcou 16 pontos e pegou cinco rebotes.)

SEQUÊNCIA

O Washington voltou a vencer. Agora fora de casa. Depois de ter passado por Clippers, New York e Brooklyn, em seu Verizon Center, ontem o time da capital dos EUA foi até Wisconsin e bateu o Milwaukee por 102-90.

Os destaques do Wizards foram o “rookie” Bradley Beal, que anotou um recorde de carreira de 28 pontos, e Nenê Hilário, que pelo terceiro jogo seguido cravou um “double-double”, desta vez com 21 pontos e 13 rebotes. Mas acrescente também e seus números seis assistências, dois desarmes e um toco.

Foi a quarta vitória seguida do Washington no campeonato. Isso jamais havia acontecido. E nesse quarteto de triunfos, Nenê tem médias de 17,2 pontos e 10,2 rebotes.

Já disse e volto a dizer: uma pena que John Wall e Nenê tenham ficado boa parte do início da temporada do lado de fora, especialmente o armador. Com os dois desde o início, o Washington estaria no G8.

Pra chegar lá, terá que fazer uma campanha de líder de conferência. Impossível, pois o time ainda não é pra isso.

Quem sabe no futuro.

QUEBRADO    

O Boston finalmente perdeu sem Rajon Rondo. Ontem à noite visitou o Bobcats, em Charlotte, e tomou de 94-91. O alviverde de Massachusetts vinha de seis vitórias seguidas desde que seu armador titular lesionou o joelho.

Agora, você sabia que esta foi a oitava vez, em nove temporadas, que o Cats encerra sequência de vitórias de seu oponente? Igualou-se ao próprio Boston, Utah e Denver, isso desde a temporada 2004-05.

E o que isso quer dizer? Nada, apenas estatística.

A nota ruim do jogo foi a contusão de Leandrinho Barbosa. Joelho. Hoje será feito um exame mais apurado para saber a dimensão do estrago.

REGATA

A NBA vai lançar uma nova camisa. A Adidas, fornecedora do material para a liga norte-americana, produziu uma camiseta com mangar curtas. Revolucionária.

Sabem por quê? Porque será de jogo!

O Golden State foi escolhido pela empresa para ser o primeiro time a usá-la (na foto Divulgação, o ala Harrison Barnes). Isso acontecerá na partida diante do San Antonio, no dia 22 de fevereiro próximo, na Bay Area de São Francisco.

O Warriors voltará a usar a mesma regata nos jogos diante do Houston (8 de março) e Chicago (15 de março). Também em casa.

Vai vender feito água no deserto.

Camiseta de basquete, sem mangas, é uma coisa esquisita, acho que funciona apenas no jogo. No lazer é cafona demais. Boa pra rappers.

Não dá para vesti-la num final de semana. Os braços do pessoal da velha guarda normalmente é flácido e branquelo. E os da jovem guarda, são mais definidos por conta da idade, mas alguns são branquelos também e fica feio demais.

Sem contar que quando o camarada sua, pode passar vergonha.

Não funciona, como disse. A alternativa que muitos encontram é usá-la com outra com manga por baixo. Não tenho idade pra isso.

Portanto, agora com esta revolução, assim que eu encontrar uma do Chicago, obviamente que vou comprar. E será a minha primeira camisa da NBA, pois, como deixei claro, tenho senso de ridículo.

ATRAÇÃO

O Miami estará em quadra esta noite. Dez e meia, horário de Brasília. O adversário é o Portland. O local? American Airlines Center do sul da Flórida.

Miami em quadra significa LeBron James em quadra. LBJ tentará bater um recorde esta noite: se fizer 30 ou mais pontos e tiver um aproveitamento de 60% ou mais, vai se tornar o primeiro jogar na história da NBA a atingir meia dúzia de partidas com essas marcas.

Estarei antenado neste confronto. E vocês?
 

Fábio Sormani Fábio Sormani

Fábio Sormani

Fábio Sormani trabalhou na Placar, Folha de S.Paulo, TVs Record, Bandeirantes, ESPN Brasil, SporTV, BandSports, e rádios Bandeirantes e Jovem Pan. Atualmente trabalha para a Fox Sports Brasil.



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